Com mais de 400 mil casos de Covid-19 e 4.693 mortes, a Rússia começará a utilizar o medicamento Avifavir contra o novo coronavírus. O antiviral foi desenvolvido pela empresa Gilead, com financiamento do fundo soberano Russian Direct Investiment Fund (RDIF) e o ChemRar Group. O uso no país foi autorizado pelo Ministério da Saúde.
O medicamento é uma versão do Avigan, utilizado no Japão. Genericamente é conhecido como favipiravir. A fórmula foi desenvolvida em 1990 por uma empresa japonesa comprada pela Fujifilm, quando esta migrou para o setor de saúde.
O anúncio do governo russo, no entanto, é recebido com cautela, porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não reconhece nenhuma droga ou vacina, oficialmente, com eficiência total contra à Covid-19.
O CEO da RDIF, Kirill Dmitriev, explicou que os cientistas russos modificaram o remédio para otimizá-lo e anunciou que Moscou compartilhará os detalhes dessas modificações no prazo de duas semanas.
O governo da Rússia diz que em testes clínicos o Avifavir se mostrou eficaz em evitar a propagação do novo coronavírus. Os testes foram realizados com 330 pacientes e os resultados teriam mostrado que o vírus foi tratado com sucesso dentro de quatro dias na maioria dos casos.
De acordo com a agência Reuters, os testes devem ser concluídos em uma semana, mas o Ministério da Saúde aprovou o uso do medicamento adotando um processo acelerado especial. A fabricação começou em março.
“O Avifavir não é só o primeiro antiviral registrado no combate ao novo coronavírus na Rússia, mas é, talvez, o medicamento mais promissor contra a covid-19 no mundo”, afirma Kirill Dimitriev, CEO do Russian Direct Investiment Fund.
Antivirais semelhantes estão sendo testados por outros países, como a Índia. Um estudo chinês diz que o medicamento ajuda a acelerar a recuperação da doença, mais rapidamente, do que as drogas usadas contra o HIV.
O Avifavir poderá ser utilizado a partir do dia 11 de junho. A empresa responsável pelo remédio fabricará em quantidade suficiente para tratar cerca de 60 mil pessoas por mês.








