Viralizou na internet um vídeo em que o vice-prefeito de Lucrécia, cidade do Alto Oeste do Rio Grande do Norte, Raimundinho Duarte, aparece sobre um palanque, bem animado, fugindo a liturgia do cargo. A cena é de uma espontaneidade contagiante. Ele faz uma coreografia sensual, homoerótica, e solta beijos para a plateia.
O resultado midiático foi fantástico. O vídeo atingiu mais de 2,7 milhões de visualizações.
A dança de Raimundinho foi registrada e postada em setembro do ano passado, quando ele participava da Feira Intermunicipal de Negócios, Educação, Cultura e Turismo do Alto Oeste Potiguar (Finecap), mas os compartilhamentos no Facebook não cessam, sempre, obviamente, fora de contexto.
Algumas pessoas, por exemplo, compartilham a imagem contextualizando com o carnaval deste ano, quando, na verdade já se passaram quatro meses desde que foi postada pela primeira vez.
A dança de Raimundinho foi registrada e postada em setembro do ano passado, quando ele participava da Feira Intermunicipal de Negócios, Educação, Cultura e Turismo do Alto Oeste Potiguar (Finecap), mas os compartilhamentos no Facebook não cessam, sempre, obviamente, fora de contexto.
Algumas pessoas, por exemplo, compartilham a imagem contextualizando com o carnaval deste ano, quando, na verdade já se passaram quatro meses desde que foi postada pela primeira vez.
Fonte: Portal VIU!/Youtube
Raimundinho Duarte é uma figura popular. Goza de prestígio, justamente, pelo bom humor e a irreverência, o que é atípico em um país dominado pela hipocrisia. Aliás, política é um terreno fértil para se condenar em público o que se faz por debaixo dos panos.
Há um outro fator que favorece a popularidade de figuras como Raimundinho: as pessoas estão avessas à política tradicional. Ouvir discurso de político se tornou tão chato e monótono quanto acompanhar determinadas novelas.
É possível que Raimundinho seja diferente. Deve ser mais agradável assistir as suas coreografias do que ouvir a mesmice eleitoral que assola o país. Certamente, é um cara popular por saber manter os passos na dança e a integridade moral na política, sem ser um chato. Salve a irreverência!








