O presidente Jair Bolsonaro e o seu ex-ministro da Justiça Sérgio Moro agora são adversários declarados.
A guerra foi tornada pública a partir da coletiva de imprensa de Moro na manhã desta sexta-feira (24), quando o ex-ministro acusou Bolsonaro, entre outras coisas, de tentar exercer controle sobre as investigações da Polícia Federal.
Moro veio a público com as revelações após o presidente demitir o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, homem de sua estrita confiança desde os tempos em que atuou nos processos da Operação Lava Jato. Valeixo é delegado de carreira da PF e foi indicação pessoal do ex-ministro.
O réplica de Bolsonaro foi disparada no final da tarde. Acompanhado de ministros e aliados do governo, o presidente afirmou que Moro tentou negociar sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: TV Brasil/Youtube
No mesmo pronunciamento, o presidente admitiu interesses pessoais em ações da Polícia Federal.
Bolsonaro afirmou que Moro pediu a ele para que a troca do comando da PF ocorresse em novembro, depois de o ex-juiz ser indicado a uma vaga no STF. “É desmoralizante para um presidente ouvir isso”, afirmou Bolsonaro durante pronunciamento na tarde desta sexta-feira (24).
Por meio de sua página no Twitter, o ex-ministro negou as acusações de Bolsonaro.
A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF.
— Sergio Moro (@SF_Moro) April 24, 2020








