Está publicada na edição desta sexta-feira (24) do Diário Oficial (DO) a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, o homem de confiança do ministro de Justiça Sérgio Moro.
Ao ser informado em reunião nesta quinta-feira (23) que a demissão seria consumada, Moro chegou a dizer que pediria demissão do cargo. Ainda durante a noite desta quinta-feira, Bolsonaro teria aceitado manter Valeixo por mais alguns dias no cargo, para contornar a crise com o ministro
O presidente também teria aceitado as condições de Moro, que pediu autonomia para escolher um substituto. A saída de Valeixo também era um desejo dos deputados do Centrão, cujo apoio ao governo é negociado em troca de cargos.
A exoneração, no entanto, não ficou congelada. De acordo com a publicação no DO, a exoneração do diretor-geral da PF ocorreu a pedidos. O ato inclui tanto a assinatura de Bolsonaro quanto a de Moro.
– Lei 13.047/2014
“Art. 2º-C. O cargo de Diretor-Geral, NOMEADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, é privativo de delegado de Polícia Federal integrante da classe especial.” pic.twitter.com/Sc7XT6wxkI
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 24, 2020
O presidente quer o controle da Polícia Federal, porque se sente ameaçado por um inquérito que está chegando na rede de financiadores e organizadores dos protestos pró-golpe de Estado. O temor é de que as investigações cheguem no círculo próximo ao Palácio do Planalto.
Atacado por Carlos Bolsonaro, filho do presidente no Twitter nesta quinta-feira (23), o jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, afirmou que os investigadores estão perto de demonstrar o elo entre notícias falsas, seus patrocinadores, e o gabinete do ódio comandado por Carluxo. (Correio Braziliense)
A demissão de Maurício Valeixo é mais um capítulo na queda de braço entre o presidente e o ministro da Justiça. O espaço entre eles é cada vez mais estreito. É visível que o governo está pequeno para abrigar os dois.








