Mesmo diante de sanções draconianas do governo dos EUA, a República Islâmica do Irã já usa até Inteligência Artificial no combate à pandemia
O país está conseguindo fabricar os próprios equipamentos médicos, assim como desenvolver tecnologia para enfrentar o coronavírus.
As sanções, portanto, são tiros que estão saindo pela culatra, porque está permitindo o desenvolvimento da indústria interna iraniana em diferentes setores, ao contrário do que se pretendia o governo norte-americano ao aplicar sanções unilaterais.
O país persa é um dos mais castigados pela pandemia, com cerca de 3.500 mortes, porque as sanções econômicas unilaterais do governo norte-americano impede a compra de remédios e insumos mesmo neste período de crise na saúde global.
Com isso, o governo trabalha com material desenvolvido pela indústria nacional. Uma situação contraditória, já que o algoz da República Islâmica, os EUA, estão desviando materiais enviados da China a outros países para atender a sua demanda interna, porque não é capaz de fabricá-los em situação de emergência.
AVANÇO DA TECNOLOGIA
Uma das ferramentas da medicina iraniana é a tecnologia desenvolvida de forma autônoma, capaz de diagnosticar infecções com o novo coronavírus, com a ajuda da inteligência artificial e o uso da tomografia computadorizada.
De acordo com reportagem da Presstv, a tecnologia foi desenvolvida por especialistas em empresas nacionais baseadas na ciência.
“Várias empresas conseguiram introduzir um novo método para diagnosticar [infecção] por coronavírus recorrendo à inteligência artificial”, disse vice-presidente de ciência e tecnologia do Irã, Sourena Sattari, em reportagem divulgada pela agência Fars.
O novo método abre uma nova perspectiva para o diagnóstico de alta precisão do coronavírus com o uso da tomografia computadorizada, com o know-how de última geração podendo ser implantado em vários hospitais.
Esse nível de produtividade que ocorre desde o surgimento da pandemia tornou a República Islâmica independente das compras externas, ao ponto do governo considerar desnecessárias todas as importações de medicamentos relacionados ao combate à Covid-19.
FABRICAÇÃO DE 250 MIL KITS
O ecossistema inovador que contribui para a luta contra o vírus também inclui centros de pesquisa e várias universidades, que atuam na área de biotecnologia.
O ciclo de inovação levou ao desenvolvimento de kits de diagnóstico modernos, com duas das empresas produzindo 250.000 dos dispositivos até agora, acrescentou.
As empresas possuem o potencial de produzir até 100.000 kits por semana, segundo a reportagem da Fars. O material permite um diagnóstico no prazo de três horas.
A produção de máscaras preventivas também demonstra um aumento de mais de quatro vezes, desde o início da pandemia, mas o governo considera que o nível de produção precisa aumentar para atender a demanda interna.
As organizações de base científica também se envolveram fortemente em testes clínicos de protocolos farmacêuticos, um esforço que aumentou a necessidade de importação de medicamentos à medida que o país enfrenta o surto da Covid-19.
A pandemia criou uma forte demanda por ventiladores que podem ser usados para transformar um leito hospitalar normal em uma unidade de terapia intensiva (UTI).
Duas empresas científica começaram a produzir os dispositivos, compensando a escassez que os hospitais de todo o país enfrentaram nas áreas.
O novo vírus surgiu no centro da China no final do ano passado. Pode causar uma infecção respiratória potencialmente fatal chamada Covid-19.








