A Petrobras iniciou nesta quarta-feira (1º) o seu plano de resiliência diante da crise, que implicará na redução de produção de 200.000 barris de petróleo diariamente.
O plano também prevê contenção de gastos, com redução entre 10% e 30% da remuneração mensal dos funcionários com funções gratificadas (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores).
A estatal pretende reduzir U$$ 2 bilhões em gastos operacionais no exercício financeiro de 2020, sendo que R$ 700 milhões deverão ser poupados em despesas com pessoal.
Em comunicado, a empresa anunciou mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de 3,2 mil funcionários. Também foi anunciado redução temporária de jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, para cerca de 21 mil trabalhadores.
A subsidiária Transpetro adotou um plano de resiliência similar, com perspectiva de poupar R$ 507 milhões em 2020.
A Petrobras é a grande força motriz dos investimentos no país. A retração em seus investimentos sinalizam uma crise interna monumental diante de um governo que continua reticente na aplicação de um plano de mitigação na área econômica e social. O pesadelo será ainda maior nas cidades e Estados produtores de petróleo, sobretudo na Bacia de Campos, onde a produção já entrava em processo de declínio acentuado.








