Ainda não há confirmação de Coronavírus na cidade de Campos (RJ), no Norte do Estado do Rio, mas o pânico viraliza nas redes sociais em função de um áudio difundido pela médica da iniciativa privada, Ana Maria Pellegrini, autoproclamada coordenadora de um grupo de profissionais da saúde local.
Ela denunciou falta de condições de trabalho e a existência de pacientes com sintomas no Hospital Ferreira Machado, onde haveria falta de material para realização de exames.
Todos esses procedimentos estão sendo encaminhados pelos municípios para o laboratório LACEN, referência para exames no Estado.
No mesmo áudio a médica disse sugerir a Prefeitura o aluguel de hotéis desocupados para acomodar pacientes, o que praticamente caracteriza o anúncio de um apocalipse.
A justificativa é a internação de duas pacientes com sintomas, uma delas, de 19 anos, que estaria em estado gravíssimo.
Por mais que a preocupação seja louvável, a iniciativa da médica é questionável. Em momentos de pandemia, a comunicação deve ser centralizada com os órgãos oficiais. Somente eles cabem as notícias oficiais, com base em base em protocolos e sem omissão de dados.
De acordo com o Prefeito Rafael Diniz, o município segue esta dinâmica, no primeiro momento promovendo campanhas para que a população adote o isolamento social, permanecendo em casa, já que o pico da doença no Brasil é esperado entre os meses de abril, maio e junho.
Caso haja necessidade, o município já tem planos definidos com base nos mesmos protocolos, e que não deveria antecipar, mas que agora até deverá fazê-lo em função do pânico disseminado.
Atitudes isoladas neste momento não ajudam. O que se espera de quem não está diretamente envolvido nessa atividade, é ficar em casa, seguir as recomendações das autoridades locais, estaduais e federais, que estão diante de uma tarefa delicada.








