Jair Bolsonaro era um desastre previsível, mas muita gente acreditou, dando-lhe um mandato presidencial em 2018.
É o que se pode definir como uma diarreia democrática provocada pela onda lavajadistas, que a pretexto de combater a corrupção, solapou as bases da indústria nacional e adubou o terreno para a demonização da classe política.
No pós Lava Jato ficou fácil para surgir no cenário uma controvertida facada e a defecada produzir uma farsa.
A frente do governo, o presidente consumou-se como inapto, inconsequente e completamente avesso a liturgia do cargo. Escolheu uma equipe à sua imagem e semelhança (com raríssimas exceções), que antes da chegada da pandemia do coronavírus, já conduzia o país completamente vulnerável para um anunciada crise econômica mundial.
O coronavírus acelerou e antecipou a desgraça, mas também deixou o mito nu.
Diante do protocolo do ministério da Saúde, Bolsonaro é um paciente de risco, pois 22 integrantes da comitiva presidencial que o acompanhou em viagem aos EUA se contaminou com o coronavírus.
Há suspeita de que o presidente brasileiro também esteja contaminado e escondendo o resultado de um exame.
Mais recentemente se deu o pior. Contrariando todas as recomendações médicas, este paciente ilustre participou de eventos públicos. Como comandante em chefe do país alarmado com o avanço da pandemia, minimizou a gravidade deste problema mundial que já matou mais de 10 mil pessoas no mundo.
Se não bastasse, agora resolveu criticar os governadores que adotaram medidas em seus respectivos Estados para evitar a disseminação da doença.
Afirmou, por exemplo, que o fechamento do comércio (medida recomendada por especialistas), pode prejudicar a economia e enfraquecê-lo politicamente. Recomendou os cultos religiosos, que aglomera pessoas em recintos fechados, como local mais seguro.
Isso tudo não é piada de salão, é fato. É também o fim da legitimidade de um presidente que precisa ser interditado o quanto antes.
A melhor definição para o momento Bolsonaro é de um imigrante haitiano que o encontrou na porta do Palácio da Alvorada: “Bolsonaro acabou. O seu governo acabou. Você não é mais presidente”, disse diante de presidente que preferiu passar por desentendido.
Está escrito nas estrelas: Esse governo não vai dar certo. A única fórmula desse arranjo sobreviver por mais tempo é nas ditaduras, quando a imprensa é silenciada e a oposição encarcerada. Isso, talvez, explique o ódio que so hóspedes do Palácio do Planalto nutrem contra jornalistas.








