Em greve a mais de 45 dias, professores estão sem receber salário de dezembro, o 13º e não conseguiram encerrar o ano letivo de 2015 |
É grave a situação dos profissionais da Educação de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. Sem receber o salário de dezembro e o 13º, eles não encerraram o ano letivo de 2015 e não tem data para retomar os trabalhos para o ano letivo de 2016.
Na última semana, os professores mantiveram a ocupação na Prefeitura iniciada no fim da tarde de quarta-feira (20/01) e passaram nos corredores. Um grupo também se acampou no pátio da prefeitura. Segundo o sindicado da categoria, 32 pessoas dormiram dentro do prédio e 15 em barracas ficaram instaladas na porta. A greve dos professores se arrasta há 43 dias.
Na última semana uma decisão judicial favorável à prefeitura retirou os profissionais, mas o grupo, agora, está acampado na Praça Porto Rocha.
De acordo com os profissionais, o salário de dezembro deveria ter sido pago até o 5º dia útil de janeiro. Considerada a porta de entrada para os turistas que chegam à Região dos Lagos, Cabo Frio está à beira de um colapso financeiro. Em dezembro, os garis também promoveram uma manifestação pela cidade, interromperam a coleta de lixo e um grupo chegou a trocar insultos com o prefeito Alair Corrêa (PP).
A queda de arrecadação de royalties do petróleo, principal fonte de arrecadação depois do turismo, agrava ainda mais a situação. De acordo com a previsão do economista e colunista de VIU ONLINE, Ranulfo Vidigal, a cotação do barril do petróleo abaixo dos US$ 30 deve retirar R$ 500 milhões de circulação nos municípios da zona produtora de petróleo da Bacia de Campos neste início de primeiro semestre.








