O assassinato do major-general Qasem Soleimani , comandante unidade Força Quds, do Corpo de Guardiões da Revolução islâmica do Irã, terá consequências imprevisíveis para os EUA no Oriente Médio, assim como para a economia Global.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que uma dura vingança espera os criminosos, em clara referência aos EUA, que executou o ato criminoso com uso de drones, por ordem direta do presidente Donald Trump.
Khamenei disse que “a perda de Soleimani é amarga, mas que a luta continuará até a vitória para que a vida dos criminosos seja ainda mais amarga”.
O Irã vai se vingar dos EUA, disse Mohsen Rezaei, ex-chefe deste corpo de elite e atual secretário do Conselho de Conveniência, órgão assessor ao líder supremo do Irã.
“O mártir tenente-general Qasem Soleimani se juntou aos seus irmãos mártires, mas nós nos vingaremos com veemência dos EUA”, escreveu ele no Twitter.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã convocou uma reunião extraordinária após a morte do general Soleimani.
“Nas próximas horas será realizada uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional onde será analisado o criminoso ataque contra Soleimani em Bagdá que levou à sua morte”, declarou o porta-voz desta entidade, Keivan Khosravi, informa Iran Front Page.
Por sua vez, o chanceler iraniano, Mohamad Zarif, disse que o ataque que vitimou o tenente-general é um “ato de terrorismo internacional” e que os EUA serão responsabilizados pelas respetivas consequências.
“O ato de terrorismo internacional dos EUA, que atacaram e assassinaram o general Soleimani – a força mais eficaz na luta contra o Estado Islâmico, Al Nusra, Al Qaeda [organizações terroristas – é extremamente perigoso e constitui uma estúpida escalada [de tensões]. Os EUA são os responsáveis por todas as consequências do seu aventureirismo desonesto”, disse.
Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o chanceler ressaltou também que a “imprudência das forças terroristas dos EUA que assassinaram o comandante Soleimani […] reforçará sem sombra de dúvida a árvore de resistência na região e no mundo”.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano convocou o embaixador suíço, Markus Leitner, que representa em Teerã os interesses dos EUA, manifestando-lhe o seu protesto pela morte de Soleimani.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu se vingar dos EUA pela morte de Soleimani e declarou três dias de luto nacional, informa Associated Press.
ENTENDA O CASO
Soleimani foi morto em bombardeio no Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, junto com o vice-chefe da Forças de Mobilização Popular Shia do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, e outras vítimas, na madrugada desta sexta-feira (03).
De acordo com Washington, Soleimani havia autorizado ataques contra a embaixada dos Estados Unidos no Iraque, que foi recentemente invadida por manifestantes, e também um ataque contra a base de Kirkuk, que matou um soldado terceirizado dos Estados Unidos e deixou estadunidenses e iraquianos feridos.








