Responsáveis por uma greve que paralisou o Brasil na gestão do ex-presidente Michel Temer, os caminhoneiros agora ameaçam deflagrar um novo movimento a partir do dia 16 de dezembro, duas semanas antes do natal.
Na avaliação do líder dos caminhoneiros autônomos, Marconi França, o movimento que envolve 4,5 milhões de profissionais autônomos e celetistas poderá paralisar o país.
A categoria não esconde a insatisfação com o governo Jair Bolsonaro, que recebeu apoio maciço dos caminhoneiros na eleição do ano passado. França afirma que ele não cumpriu o que prometeu aos trabalhadores.
“O governo não cumpriu nada do que prometeu. O preço do óleo diesel teve 11 altas consecutivas, em 2019. Não aguentamos mais ser enganados pelo senhor Jair Messias Bolsonaro, que protege o agronegócio e diz que o caminhoneiro só sabe destruir rodovias”, disse o líder dos caminhoneiros em entrevista ao blog do Servidor.
Ainda não foi definido se a greve será por tempo indeterminado ou por um prazo de dias definido. O movimento dos caminhoneiros no país está dividido. Um parte da categoria está alinhada a CUT e um segmento estimado em 30% ainda estaria confiante nas promessas do governo Bolsonaro.








