Eficácia dos antibióticos está diminuindo, podendo provocar a morte de 10 milhões de pessoas |
Da AFP |
Mais de 802 grandes grupos farmacêuticos e médicos pediram nesta quinta-feira em Davos que se coordenem os esforços para lutar contra a resistência a antibióticos das superbactérias, um tema de crescente preocupação no mundo, e pediram a mobilização de fundos públicos.
A declaração, emitida durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, foi assinada pelas grandes empresas do setor como a francesa Sanofi, as suíças Novartis e Roche ou as norte-americanas Pfizer e Merck.
A eficácia dos antibióticos está diminuindo, o que preocupa cada vez mais a comunidade científica.
Os pesquisadores chineses anunciaram por exemplo que haviam descoberto um gene que torna ineficazes alguns antibióticos administrados de maneira urgente, quando todos os outros tratamentos fracassam, o que faz temer que hajam infecções que podem se tornar mortais.
Foto acima: EPPA/Jean Christophe Bott/Agência Lusa/Direitos Reservados/Agência Brasil
“Nossos resultados são extremamente preocupantes”, alertou Liu Jianhua, professor da universidade agrícola de Cantão.
Os grupos farmacêuticos signatários da petição também pedem aos governos que apoiem financeiramente o desenvolvimento de novos antibióticos.
Os autores da carta, que incluem igualmente os gigantes britânicos AstraZeneca e GlaxoSmithKline ou a empresa francesa de diagnósticos Biomérieux, garantiram também que apoiam o plano de ação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para preservar a eficácia dos antibióticos.
A crescente resistência das bactérias aos antibióticos é uma prioridade para os sistemas sanitários, destacaram os signatários da declaração.
Os antibióticos, um grande avanço médico que tem mais de um século, são absolutamente necessários para curar infecções mortais e também para procedimentos como transplantes, as quimioterapias ou o tratamento do HIV.
As infecções que surgem por causa da resistência a esses medicamentos elevando o risco de provocar cerca de 10 milhões de mortes, que poderiam ser evitáveis, de hoje a 2050 e custar até 100 bilhões de dólares caso o problema não seja resolvido.








