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Em carta protocolizada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), um empresário denuncia que a sorte dos fornecedores da Prefeitura de São Fidélis (RJ), Norte do Estado, é decidida em reunião fechada entre o prefeito Amarildo Alcântara e o vice-prefeito José William.
No documento, Guilherme Siqueira, diretor da empresa Grandezas da Terra, diz que depois de reiteradas tentativas de receber o débito junto ao município, uma funcionária da Secretaria de Saúde, de nome Flávia, informou que não havia fonte de custeio para pagar as dívidas e que cada caso seria resolvido pelo prefeito e o vice, sem informar os critérios adotados.
ENTENDA O CASO
Em denúncia ao Canal VIU!, o comerciante Jorge Alberto, proprietário de uma pizzaria na cidade afirma que há relatos de cobranças de 20% para liberação de pagamentos. Esta exigência teria partido do vice-prefeito. O caso já foi denunciado na sede do Ministério Público Estadual (MP-RJ), no Rio de Janeiro.
Caso as denúncias sejam verdadeiras, os fornecedores de São Fidélis estariam convivendo com uma “praça de pedágio” na sede do governo. Ou seja, só estariam recebendo pagamentos por serviços prestados mediante a uma taxa de oxigênio, que segundo o pizzaiolo, teria começado em 10%, subido para 15% e que agora estaria estabelecida em 20% do valor do débito.
Antes de qualquer julgamento precipitado, é preciso apurar a veracidade dos fatos, tarefa que caberá aos órgãos de controle externo. Em cidades do interior costuma-se dizer que “onde há fumaça, há fogo”. Por isso, não é difícil imaginar que mesmo em face das turbulências no mundo político, com prisões, conduções coercitivas e delações, ainda existe muita gente destemida na gestão do patrimônio público.
Neste caso de São Fidélis, diante eventuais elementos comprobatórios, tão importante quanto desvendar o negócio é apurar para onde e para quem vai o dinheiro.








