*Do UOL
Operação de combate a corrupção que foi decisiva na vitória do presidente Jair Bolsonaro em 2018, a Lava Jato sofreu uma derrota importante Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste mês, quando a Corte aprovou uma tese jurídica que pode vir a anular sentenças dadas em processos decorrentes do trabalho da força tarefa.
Reportagem do UOL mostra que não é apenas no STF que Lava Jato desandou. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no Paraná, que validou as decisões do ex-juiz Sérgio Moro, também tem rejeitado as teses de primeira instância.
“Só neste ano, desembargadores do TRF-4, que julgam na segunda instância os processos da Lava Jato, já contrariaram decisões da Justiça Federal de Curitiba e pedidos do MPF-PR (Ministério Público Federal) do Paraná, pelo menos sete vezes”, destaque reportagem do UOL.
A mudança coincide com a saída do ex-juiz Sergio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele deixou a primeira instância para se tornar ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL).
Esta transferência, aliás, beneficiou Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ligado a políticos do PSDB e ex-presidente da Dersa, a estatal paulista que era responsável por obras em rodovias.
Ele foi preso na 60ª fase da Lava Jato do Paraná, deflagrada em fevereiro. Na época, a força-tarefa o relacionou ao esquema de lavagem de dinheiro da Odebrecht e de pagamento de propinas para ex-diretores da Petrobras. Por isso, seu pedido de prisão foi expedido pela Justiça Federal do Paraná.








