*Da redação
O ministro da Justiça e da Segurança Sérgio Moro cometeu mais um ato falho em sua conta no Twitter, ao afirmar por meio de uma postagem que uma investigação do Ministério Público e da Polícia Federal não encontrou provas contra o presidente Jair Bolsonaro na investigação que apura uso de caixa 2 na eleição de 2018.
PR @jairbolsonaro fez a campanha presidencial mais barata da história. Manchete da Folha de São Paulo de hoje não reflete a realidade. Nem o delegado, nem o Ministerio Público, que atuam com independência, viram algo contra o PR neste inquérito de Minas. Estes são os fatos.
— Sergio Moro (@SF_Moro) October 6, 2019
A afirmação indica que o ministro teve acesso ao conteúdo de uma investigação sigilosa.
Na postagem, Moro contestou a reportagem publicada pela Folha de São Paulo neste domingo (06), que cita depoimento de uma testemunha à Polícia Federal e a apreensão da planilha em uma gráfica.
Tanto o depoimento quanto a planilha, segundo a Folha, sugerem que o dinheiro do esquema de candidatas laranjas do PSL, em Minas Gerais, foi desviado para abastecer, por meio de caixa dois, as campanhas de Bolsonaro e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ambos filiados ao partido.
No Twitter, Moro diz que Bolsonaro fez uma das campanhas mais baratas da história e que a manchete da Folha sobre a suspeita de caixa 2 em 2018 não reflete a realidade.
“Nem o delegado, nem o Ministério Público, que atuam com independência, viram algo contra o PR [presidente da República] neste inquérito de Minas”, disse o ministro no post que que teve “curtida” e compartilhamento na página de Bolsonaro no Twitter.
A Folha de São Paulo esclareceu que “a reportagem foi baseada em depoimento de um ex-assessor do ministro do Turismo à PF a na planilha apreendida nas investigações”.
Na reportagem, a Folha também destaca que “em nenhum momento o jornal atribui conclusões sobre o assunto aos investigadores”.








