“Nada menos que tudo” é o título do livro de memórias a ser lançado pelo ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em colaboração com os jornalistas Jailton Carvalho e Guilherme Evelin.
Além de revelar que pretendia matar o ex-ministro do STF Gilmar Mendes em público e depois cometer suicídio, na obra Janot também não poupa o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ) e o ex-presidente da República Michel Temer.
Sobre Cunha, ele diz que o parlamentar que foi preso no âmbito da Operação Lava Jato foi o responsável pela invasão de sua casa em Brasília, em 2015.
Preso no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio, o ex-presidente reagiu. Divulgou uma nota por meio de seus advogados afirmando que Janot é um “psicopata e homicida que não merece respeito”, segundo reportagem de Fausto Macedo, no Estadão, reproduzida no portal UOL.
Atualmente o ex-parlamentar está confinado em Bangu 8. Na mesma carta, ele diz que vítima de perseguição da PGR. Janot, segundo afirma, “tem um ódio pessoal” contra ele e teria divulgado “falsas acusações”.
Para Eduardo Cunha, tanto as acusações sobre a invasão da cada quanto a tratativa para matar o ministro do Supremo “são absurdas”.
“As ilegalidades praticadas contra Eduardo Cunha, à época que ele (Janot) conduziu com o fígado o Ministério Público Federal, violam princípios básicos como a impessoalidade”, diz a carta.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados foi preso em outubro de 2016 após um pedido de prisão preventiva acolhido pelo então juiz Sérgio Moro.
Em março de 2017, Cunha foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. Ele é acusado de receber propina na ordem de R$ 1,3 milhão de francos suíços, fruto da compra de um campo de petróleo na África pela Petrobras. O ex-deputado também é réu em outras ações penais.
O ex-presidente Michel Temer também divulgou nota sobre a citação do seu nome no livro de Janot. Ele diz que “além de mentiroso contumaz e desmemoriado”, o ex-procurador Geral da República “revela-se um insano homicida-suicida”.








