*Da redação
A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNit/SG) está investigando o assassinato do vereador de Maricá (RJ), Ismael Breve de Marins (DEM), de 59 anos, e do filho, o advogado Thiago André Marins de Marins.
Eles foram encontrados mortos em casa, na Rua Agrípio Luis da Costa, no bairro Zacarias, na madrugada desta quinta-feira (22).
A Polícia Militar informou que Ismael e Thiago foram assassinados a tiros. Segundo informações preliminares divulgada pelo jornal Extra, por volta das 3h40, bandidos teriam invadido a residência e procurado o quarto de Thiago. Ismael teria tentado evitar a morte do advogado e acabou sendo baleado também.
Em nota, a Câmara Municipal de Maricá lamentou as mortes e pediu a apuração do que aconteceu:
“A Câmara Municipal de Maricá lamenta, profundamente, a morte do vereador Ismael Breve e de seu filho Thiago Marins. Ambos foram brutalmente assassinados na madrugada desta quinta-feira (22). A Câmara decreta luto oficial de três dias e por isso a Casa de Leis permanecerá fechada neste período. A Câmara pede a apuração dos fatos”, diz a nota transcrita na reportagem o Extra.
A violência atormenta o cotidiano dos moradores de Maricá, cidade localizada na Região Oceânica do Rio. Este ano dois jornalistas que noticiaram acontecimentos políticos na cidade foram assassinados.
No dia 25 de maio, Robson Giorno, de 45 anos, dono do jornal “O Maricá”, foi baleado perto de sua casa e morreu dois dias depois. Ele era filiado ao Avante e tinha a intenção de se candidatar a prefeito na próxima eleição. Fundador do site Lei Seca Maricá, o jornalista Romário Barros, de 31 anos, foi morto com três tiros, no bairro de Araçatiba, em Maricá, em 18 de junho.
Após esses assassinatos, a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil fez um alerta ao deputado estadual Fillipe Poubel (PSL) para que ele reforçasse sua segurança. Um relatório do órgão apontou “risco alto” de ele ser vítima de execução ou sequestro praticados por organização criminosa. Isso porque, assim como os jornalistas, Poubel usa — desde que era vereador em Maricá — as redes sociais para denunciar supostas irregularidades e políticos da região.








