*Do Paraná Portal
O controlador do Grupo Petrópolis, o empresário Walter Faria, se entregou à Polícia Federal nesta segunda-feira (5), por volta das 12h, em Curitiba.
Ele estava foragido desde quarta-feira (31), quando foi deflagrada a 62ª fase da Operação Lava Jato.
ENTENDA O CASO
Nomeada de ‘Rock City’, a ação aponta que o Grupo Petrópolis é suspeito de participar do esquema de lavagem de R$ 329 milhões entre 2006 e 2014.
De acordo com as investigações, a empresa estaria diretamente envolvida em pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais e operações de lavagem de dinheiro.
Faria foi declarado foragido e chegou a ter seu nome encaminhado para a lista da Interpol. Agora, o empresário deve permanecer na PF por tempo indeterminado.
O empresário relatou que já prestou cerca de 12 depoimentos sobre o mesmo inquérito, só que no Ministério Público do Rio de Janeiro e na PF de São Paulo e Brasília. Ele também afirmou que está à disposição para juntar as respectivas cópias dos antigos esclarecimentos.
O dono do grupo Petrópolis já era investigado em outras ações. Ele admitiu que responde a processos na Justiça Federal de Santos e na Justiça Estadual do Rio de Janeiro.
Segundo o MPF, Walter Faria atuou em larga escala na lavagem de centenas de milhões de reais em contas fora do Brasil e desempenhou substancial papel como grande operador de propina. Ele é suspeito, por exemplo, de usar conta na Suíça para intermediar o repasse de mais de US$ 3 milhões de propina relacionadas aos contratos dos navios-sonda da Petrobras.
Além de Faria, a juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, expediu outros cinco mandados de prisão temporária para executivos da Petrópolis. Três detenções foram efetuadas: Vanuê Faria (sobrinho de Valter), Silvio Antunes Pelegrini e Maria Elena de Sousa.
Já o último, Naede de Almeida, também é considerado foragido.








