Eram 15 horas de quinta-feira (2) e Wladimir Garotinho estava pontualmente à espera de um café vespertino que marcamos em Campos do Goytacazes (RJ), no Norte Fluminense, onde aproveita o recesso parlamentar para manter a rotina de contatos com lideranças locais.
Exercendo o primeiro mandato de deputado Federal em Brasília, ele afirma que a candidatura própria do PSD ao governo municipal, em 2020, atravessou o rubicão. “É um caminho sem volta”, disse.
Embora não assuma que será o candidato, já admite que poderá vestir as armaduras para o embate.
https://www.instagram.com/p/BynVAw0pVvF/
O mandato lhe dá artilharias e visibilidade. Com as articulações de bancada tem conseguido destravar iniciativas como o repasse de verbas para Hospitais filantrópicos conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
Também trabalha para que a emenda de bancada do PSD na Câmara Federal financie a conclusão da construção do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF).
A leitura de pesquisas reforça a convicção de que a esmagadora maioria do seu eleitorado está na faixa popular, onde se concentra o espólio eleitoral do pai Anthony Garotinho e da mãe Rosinha, ambos ex-governadores e ex-prefeitos da cidade.
A mais recente pesquisa do Data VIU! Estratégia (DVE) demonstra que o maior nível de aceitação da família se dá entre os eleitores com ensino fundamental (1ª a 8ª série) e ensino médio, com renda de 1 a 3 salários mínimos. Principalmente, quando se trata de Rosinha Garotinho. Ela, assim como Anthony Garotinho, está inelegível, mas tem capacidade de transferência de votos, principalmente entre o eleitorado pobre e feminino.
É também no segmento popular que se concentra a maior rejeição ao governo Rafael Diniz, o principal opositor da família.
O grande problema no eleitorado popular é o risco da fragmentação. Wladmir reconhece que duas candidaturas neste campo é um desafio adicional.
Neste ambiente terá que disputar votos com o ex-prefeito Arnaldo Vianna, que tem o filho Caio Vianna como pré-candidato do PDT.
“Não tem espaço para dois candidatos neste campo. Em algum momento terá que haver uma disrupção entre os concorrentes, para que apenas um chegue ao segundo turno”, destaca.
O desafio também será buscar mais de 40% de votos que estão na faixa de indecisos ou na parcela disposta a votar branco e nulo. Faltando um ano e meio para a eleição, Wladimir avalia que o desempenho no mandato parlamentar poderá ajudar nesta tarefa.
Por outro lado, ele evita cometer o pecado da subestimação em relação aos adversários. Diz que as pesquisas qualitativas apontam que o governo Rafael Diniz está no pior momento, mas admite que a máquina da Prefeitura poderá levá-lo ao segundo turno.
https://www.instagram.com/p/B0ewXwQpMVj/
Ainda sem assumir o papel de pré-candidato, o deputado tem procurado fazer o dever de casa. Sua rede social, além de servir como plataforma de difusão da atividade parlamentar, está sempre exibindo fotos da esposa e dos filhos, compartilhando a imagem de político família.








