*Da redação
Nos próximos cinco anos, Macaé (RJ), no Norte Fluminense, terá 9 usinas termelétricas produzindo energia a partir do gás natural processado em Cabiúnas.
A cidade que é base operacional para indústria de petróleo na Bacia de Campos está em fase de transição para uma nova matriz energética e o gás natural será a grande força motriz da economia local.
Nesta terça-feira (16), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) realizará audiência pública para debater projetos de implantação de mais duas termelétricas no município. O evento será no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho.
VÍDEO: Veja entrevista com o prefeito de Macaé-RJ, Aluízio Júnior, em junho de 2017, pouco antes de lançar a campanha “Menos royalties, mais emprego”, que marcou a retomada de investimentos na Bacia de Campos.
NOVOS LICENCIAMENTOS
O licenciamento das unidades Jaci e Tupã, criadas pela Global Participações em Energia (GPE), promete abrir os horizontes para transformar o município em polo nacional de produção de energia, transformando o gás processado pelo Terminal Cabiúnas, da Petrobras, em combustível para o novo ciclo de desenvolvimento econômico já encarado pela cidade.
“Todos os indicadores, análises e perspectivas apontam que o gás natural será a fonte de uma nova fase de prosperidade para Macaé. Acompanhamos o andamento desses projetos e acreditamos que a instalação dessas usinas termelétricas criam em nossa cidade um potencial de produção de energia não visto em outras cidades do país”, analisa o secretário de Ambiente de Desenvolvimento Econômico da prefeitura de Macaé, Gerson Martins.
A projeção de 9 usinas termelétricas produzindo energia através do gás natural processado em Cabiúnas otimiza a capacidade instalada da indústria offshore, porque todo o gás extraído das plataformas na Bacia de Campos e no pré-sal passa por Cabiúnas. Atualmente, a cidade já conta com duas termelétricas, a UTE Mário Lago e a EDF Norte Fluminense.
Os outros dois projetos em fase de licenciamento amplia a infraestrutura para exploração da matéria prima.
“Temos atualmente a construção da termelétrica Marlim Azul, através de um consórcio que possui a Shell como uma das empresas investidoras. Outras duas unidades já estão licenciadas, com participação em leilões realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Acompanharemos agora a audiência pública sobre esses dois novos projetos e existe mais um em fase de estudos”, aponta o secretário.
CICLO VIRTUOSO
Atualmente, Macaé já possui estudos que apontam o surgimento de um novo ciclo virtuoso. Na quarta-feira (11) ganhou repercussão o estudo da “Urban Systems”, que analisa dados socioeconômicos das principais cidades do país.
No ranking apresentado pelo estudo, Macaé subiu quatro posições, ocupando atualmente a posição 17 a nível nacional, e a terceira colocação no Estado, abaixo apenas de Niterói e Rio de Janeiro.
“A cidade entra definitivamente em uma nova fase positiva, que estimulará todos os setores da nossa economia, através da força do petróleo e do gás. No entanto, o grande resultado deste novo momento ainda será a geração de novos postos de trabalho, devolvendo a nossa população oportunidades perdidas durante o período da crise”, aponta Gerson.








