A cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), Norte Fluminense, enfrenta uma nova ameaça do vírus chikungunya.
Apesar das autoridades locais minimizarem as estatísticas, os números apontam para uma ameaça de surto ou de uma nova epidemia.
Só em janeiro deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 404 casos, um número 58 vezes superior ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados apenas sete casos.
Os números evoluíram mais de 700% na comparação entre o primeiro mês do ano passado e janeiro deste ano. Já são mais de 2,5 mil casos no primeiro quadrimestre de 2019, segundo informações do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedis Aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde.
O Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), que atende pacientes infectados, tem atendido uma média de 70 a 80 pessoas diariamente.
Contudo, o diretor do CRDI, Luiz José de Souza, explicou que a cidade não vive um surto da doença. No momento cobrou mais conscientização dos moradores sobre a importância de combater o mosquito aedes aegypti.
“Não vivemos surto de chikungunya, mas a população deve se conscientizar e continuar com a prevenção às doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti, separando os 10 minutos por semana e revisando seus quintais, limpando as piscinas e evitando deixar recipientes com água parada. Essas são medidas que devem ser tomadas o ano inteiro”, disse o médico sanitarista em entrevista ao G1.
Ano passado o município enfrentou uma epidemia de chikungunya.
O estágio foi decretado, porque a cidade chegou a apresentar 300 casos por cada 100 mil habitantes, o que de acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), já caracteriza a epidemia.
A situação atualmente é grave, o que levou a vereadora Rosilani do Renê (PSC) a pedir a decretação de estado de calamidade pública no município.
Nesta quarta-feira (15), o deputado Wladimir Garotinho (PSD/RJ) solicitou a instalação de um Hospital de Campanha em Campos. O pedido foi endereçado ao secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, e ao ministro da Saúde, Luiz Mandetta.








