Em sete anos como deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL) investiu R$ 9,4 milhões na compra de 19 salas e apartamentos.
Os imóveis estão localizados na Zona Sul e Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e foram adquiridos entre 2010 e 2017.
Há indícios de que o filho do presidente Jair Bolsonaro, que agora exerce mandato de senador, lucrou mais de R$ 3 milhões com essas negociações.
Esses detalhamentos devastadores constam nos dados levantados pela investigação do Ministério Público (MP-RJ), que apura lavagem de dinheiro por meio de operações no mercado imobiliário.
As informações serviram como base para o MP-RJ pedir a quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas ao senador.
Há fortes indícios de que o esquema era abastecido por rachadinhas, ou seja, apropriação de salários de funcionários de gabinete, onde, segundo o MP, o então deputado mantinha uma “clara divisão de tarefas” para desviar salários de funcionários.
As investigações identificaram uma tentativa de blindagem. O ex-motorista Fabrício Queiroz tentou assumir a responsabilidade sozinho “para desviar o foco”.
Nesta quarta-feira (15), a revista Veja teve acesso a detalhes de um relatório do MP-RJ que apura os indícios de lavagem de dinheiro através da compra e venda de imóveis.
ENTENDA O CASO
Através de uma suposta organização criminosa no gabinete de Flávio Bolsonaro, operava-se um esquema para desviar recursos públicos “desde o ano de 2007”.
O esquema seria operado por dezenas de integrantes do gabinete de Flávio Bolsonaro e outros assessores nomeados por ele na Alerj.
O documento do MP-RJ cita 3 núcleos com “clara divisão de tarefas” no que seria um crime de peculato — apropriação, por funcionário público, de bens alheios —, além de lavagem de dinheiro.








