*Com Meio
O senador Flávio Bolsonaro (PSL) e seu ex-chefe de gabinete, Fabrício Queiroz, estão sendo formalmente investigados pelo Ministério Público do estado do Rio.
Os dois são suspeitos de comandar um esquema de rachadinha, que impunha aos demais funcionários do gabinete na Assembleia Legislativo do Rio (Alerj) o pagamento de um percentual de seus salários para o então deputado estadual.
A investigações se referem ao período em que Flávio exerceu mandato parlamentar na Alerj.
Segundo denúncias, Queiroz fazia a gerência do dinheiro. O MP pediu, e a Justiça concedeu, a quebra do sigilo bancário e fiscal de ambos no período de onze anos que vai de 2007 a 2018.
De acordo com o jornal O Globo, outras 88 pessoas, que trabalharam com o parlamentar e o ex-assessor ou são parentes de pessoas próximas a estes, também tiveram seus sigilos quebrados.
NOTA:
1/3 – O meu sigilo bancário já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP/RJ, sem autorização judicial. Tanto é que informações detalhadas e sigilosas de minha conta bancária, com identificação de beneficiários de pagamentos, valores e até horas e… [continua*]— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 13, 2019
Flávio Bolsonaro foi ao Twitter se defender. “Meu sigilo já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP, sem autorização judicial”, afirma, se referindo à parceria entre Coaf e procuradores.
“Somente agora, quase um ano e meio depois, tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas. Não conseguirão me usar para atingir o governo de Jair Bolsonaro.”
A abrangência do período de sigilo quebrado chamou atenção, informa a coluna Painel, da Folha de São Paulo. Os dados podem levar a novas investigações. Por enquanto, não se sabe onde está Queiroz, que servia de elo entre o gabinete e parentes de milicianos.








