O presidente Jair Bolsonaro vai abandonar a fórmula de corrigir o valor do salário mínimo com aumento real. Agora a correção será apenas pela inflação, o que deverá provocar uma queda do poder de compras da população assalariada.
Com esta nova fórmula, Bolsonaro interrompe um ciclo de correção salarial que vigorava desde o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Pela nova fórmula, em 2020 o salário mínimo deverá ter uma correção de apenas 4,2%, o que fixaria o piso em R$ 1.040. O salário que está vigorando este ano é R$ 998.
O novo mecanismo também excluirá a variação do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos, o que cortará 1,1% extra do reajuste, referente ao PIB de 2018.
OUTRO LADO
O Ministério da Economia informou que, a princípio, a validade é apenas para o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020 (PLDO), “não refletindo, uma política de cálculo definitiva”.
De acordo a informação oficial, o novo parâmetro tem como objetivo adequar as contas públicas às metas fiscais estabelecidas, seguindo a cartilha do ministro Paulo Guedes.
O reduzir o reajuste do salário mínimo, o governo espera economizar significativamente com os gastos públicos, que aumentam na proporção de R$ 300 milhões anuais a cada 1 real a mais no salário mínimo.
Mas o governo aumentou a meta de déficit primário para o ano que vem, fixando em R$ 124,1 bilhões, acima dos R$ 110 bilhões que constavam para 2020 na LDO de 2019.








