Não há país que consiga manter a paz social com 13,4 milhões de pessoas desempregadas.
Os dados divulgados pelo IBGE na véspera do dia 1º de Maio sobre o mercado de trabalho traduz uma estatística assustadora, corrosiva, com o ambiente sinalizando que dias piores virão.
Não é só desemprego que atormenta milhões de pessoas. A precariedade do trabalho após a reforma trabalhista é algo que remete o país a um retrocesso inacreditável, conforme aponta um levantamento realizado por pesquisadores do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, do Instituto Econômico da Unicamp.
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Fonte: Facebook – Roberto Barbosa
Aumentou a vulnerabilidade das categorias de trabalhadores, promoveu perdas salariais, desmontou a estrutura de fiscalização do governo e dos sindicatos e flexibilizou a legislação dando amplos poderes a classe patronal. Institui-se, portanto, uma nova lei para amparar o mais forte e desproteger o mais fraco.
A reforma aprovada no governo Temer amputou a renda dos trabalhadores. Adotou mecanismo que impõe uma jornada de trabalho mais prolongada e dissolve o fluxo de renda, afetando o crescimento econômico, tendo em vista que uma fatia considerável do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos governos Lula e Dilma estiveram amparados no consumo interno.
No afã de atender os anseios de um mercado e cego diante diante das consequências sociais, o governo empurrou a economia interna para o abismo. Não será surpresa se, cedo ou tarde, uma massa desesperada começar a promover saques em supermercados. Basta o primeiro saque, para que se inicie uma espiral de horror.
O que se desenha nesta era Bolsonaro é o agravamento da corrosão do tecido social. O projeto de reforma da Previdência em tramitação na Câmara Federal acaba com o sistema de Seguridade Social. É o plano macabro de tirar dinheiro dos pobres para alimentar o mercado financeiro. Isso no memento em que o Brasil está de volta ao mapa da fome.








