Um em cada quatro europeus (25%) prefere que as decisões em seus respectivos países sejam parcialmente ou totalmente tomadas por Inteligência Artificial (IA), no lugar dos políticos ou servidores públicos.
Os robôs têm ainda maior popularidade em países como Holanda, Reino Unido e Alemanha, onde um em cada três cidadão pesquisado diz que prefere confiar decisões às máquinas.
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Os dados constam em uma pesquisa inédita realizada pelo Center for the governance of change , da IE University, na Espanha, e refletem o desânimo da população com os governos neoliberais na maior parte dos países europeus.
As crises sociais provocadas nesses países levaram a uma mudança de sentimento: o eurocentrismo deu lugar ao eurocepticismo.
A popularidade de governantes como Emmanuel Macron, na França; Theresa May, no Reino Unido; e Angela Merkel, na Alemanha, definham em função de políticas austeridade e queda no padrão de vida das populações nesses países.
Por outro lado, algumas pessoas temem o poder das máquinas. A mesma pesquisa destaca que mais de dois terços dos europeus demonstram preocupação com a digitalização de suas vidas.
“As pessoas estão desiludidas com os governos e, ao mesmo tempo, pedem que enfrentem os efeitos negativos sociais e econômicos que as tecnologias emergentes podem ter “, destaca os autores da pesquisa, apontando a natureza paradoxal dos resultados.
O Center for the governance of change é um núcleo de pesquisa da IE University que atua com foco em tecnologia.
Interessante observar que o receituário do liberalismo que provoca reversão de expectativas na Europa está sendo adotado com maior intensidade em países da América Latina, especialmente o Brasil, após a posse do atual presidente Jair Bolsonaro.








