Com reunião marcada para o mês de abril, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não deverá aumentar os cortes na produção mundial.
A tendência é de que, por enquanto, o cartel mantenha a política de produção inalterada, porque a demanda dos EUA e da China deve sustentar os preços da commoditie no curto prazo.
Mudanças na política de produção, no entanto, poderão ocorrer em junho, porque na estimativa dos integrantes do cartel, a desaceleração global deverá impactar negativamente na cotação do barril no segundo semestre.
Na atual conjuntura, o mercado está impactado pela queda na produção da Venezuela e do Irã, que enfrentam sanções econômicas dos EUA.
Isso deve manter a redução de oferta diante de um aumento sazonal na demanda mundial.
O ministro da Arábia Saudita do Petróleo, Khalid Al-Falih, avalia que haverá aumento de 1,5 milhão de barris de petróleo ao dia na demanda internacional no mês de abril, o que deverá equilibrar os preços no patamar de US$ 65 por barril tipo Brent.
O petróleo tipo Brent funciona como referência para pagamento de royalties e Participação Especial no Brasil.
EFEITOS COLATERAIS
A sanções contra o Irã e a Venezuela deverão produzir efeitos colaterais para o consumo interno nos EUA, porque tende a aumentar a dependência do país por petróleo importado.
Os EUA produzem cerca de 12 milhões de barris de petróleo ao dia, mas a demanda interna é estimada em cerca de 20 milhões de barris por dia, de acordo com os dados da Agência Internacional de Energia (EIA).
“Se você olhar para a situação da Venezuela, entraria em pânico. Se você olhar para os EUA, diria que o mundo está cheio de petróleo. Você precisa olhar para o mercado como um todo. Pensamos que a demanda de 2019 é bastante saudável”, disse o ministro saudita em entrevista neste domingo (10).
As declarações do ministro ecoaram depois das especulações dando conta de que a OPEP iria adiar para junho o anúncio sobre a política de produção do cartel.
As nações petrorrentistas demonstram satisfação com os atuais preços do petróleo, ao mesmo tempo que começam a adotar medidas em busca de um novo modelo econômico.
Vários países — incluindo a Arábia Saudita — já introduziram políticas destinadas a se afastar do petróleo, investindo em indústrias de alta tecnologia.








