Donald Trump arrasta Colômbia e Brasil para uma aventura, mas no país bolivariano as Forças Armadas e opinião pública seguem coesos; Leia mais:
As tentativas de intervenção dos EUA em assuntos internos da Venezuela esbarra em dois grandes muros de contenção: as Forças Armadas Bolivarianas e a opinião pública do país.
Estudo realizado pelo Instituto Venezuelano de Planificação Aplicada (IVPA), com 3.500 entrevistas, revela que 92% dos venezuelanos repudiam a intenção do governo norte-americano de executar uma invasão militar no país.
A sondagem mostrou que 77% dos entrevistados não concordam com a ingerência nos assuntos internos da Venezuela.
“Isto não tem a ver com chavismo ou antichavismo, tem a ver com uma posição de país sobre o rechaço a qualquer forma de violência, assim como o rechaço à ingerência internacional sobre nosso país”, destaca o vice-presidente de Planejamento, Ricardo Menéndez em entrevista à Agência Venezuelana de Notícias (AVN).
O estudo concluído há duas semanas desmonta a versão sobre um suposto clamor generalizado de intervenção estrangeira e fim de apoio popular aos princípios de soberania e independência, defendidos pelo governo venezuelano.
“É clara a contradição vista na corrente midiática, onde, segundo a guerra no Twitter, todos os fins de semanas estamos sob intervenção. A ideia de que os problemas dos venezuelanos são resolvidos pelos venezuelanos está marcada, de modo que nenhuma situação econômica ou inflacionária fará com que os venezuelanos leiloem sua integridade, nem sua posição soberana”, disse Menéndez.
As Forças Armadas do país também estão coesas contra a intervenção. No último sábado (23), durante uma provação organizada pelos EUA juntamente com oposição interna, Colômbia e Brasil, apenas 19 soldados desertaram, segundo a mídia ocidental.
Os EUA se apossaram de US$ 30 bilhões da Venezuela. O Banco Central da Inglaterra, sob orientação do governo norte-americano, também se apossou de US$ 1,5 bilhão em ouro.
Enquanto isso, a Venezuela está sob forte bloqueio econômico, impedida de comprar até mesmo remédios para a população.
A estratégia dos EUA controlar o petróleo do país que tem maior reserva mundial. O interesse do presidente Donald Trump e controlar uma reserva que permitiria o governo norte-americano contrabalançar o poder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Há uma forte corrente de manipulação de informações. A mídia ocidental está alinhada aos EUA e mantendo uma narrativa pró-intervenção.








