Ex-governador lança nome de Rosinha candidata à sucessão em 2020 e tenta acalmar o ímpeto do filho Wladimir Garotinho;
O ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, trabalha nos bastidores para manter a unidade do seu grupo no berço político, a cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), no Norte Fluminense.
Isso explica o lançamento do nome da esposa Rosinha Garotinho como candidata à sucessão municipal em 2020, durante entrevista ao jornalista Carlos Cunha na rádio Campos Difusora no último sábado (5).
Rosinha atualmente está inelegível em função de contas rejeitadas na Câmara Municipal, além de empecilhos jurídicos. Portanto, estaria em situação instável para disputar uma eleição. Poderia tentar mediante uma dura batalha judicial, mas, talvez, seja improvável.
Além disso, a própria Rosinha é resistente a participar de qualquer eleição como candidata, apesar de ter musculatura para disputar qualquer cargo.
Como segunda opção do grupo, Anthony Garotinho apresenta o próprio nome, mas também enfrentaria a fúria de adversários no poder judiciário fluminense, como se viu na disputa pelo governo do Estado no ano passado. Apesar mostrar-se um candidato competitivo naquela eleição, o ex-governador perdeu o registro por força de decisões judiciais, só conseguindo derrubar essas medidas depois do primeiro turno. Ainda assim, Garotinho diz que seria o candidato à prefeitura, caso a esposa não pudesse concorrer.
O filho Wladimir Garotinho, segundo ele, seria a terceira opção. O nome que não é citado em momento algum é o da filha Clarissa Garotinho, ex-secretária de Assistência Social na Prefeitura do Rio e reeleita deputada Federal no ano passado. No núcleo familiar, Clarissa é uma aliada incondicional do pai, assim como Rosinha.
O movimento do ex-governador, na verdade, freia o ímpeto momentâneo de Wladimir e tenta conter ameaças de rupturas. O ano de 2019 será de articulação intensa para o processo sucessório de 2020. Será, portanto, um ano de articulação e véspera de traição. É o ano em que os correligionários, de todos os lados, ficam afoitos para pular o alambrado. Neste momento só dois nomes unem o garotismo com perspectivas de poder: Rosinha e o próprio Garotinho.








