Conheça a atuação parlamentar, carreira profissional e o inquérito por suspeita de fraude em licitação na Prefeitura de Campo Grande (MS):
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou nesta terça-feira (20), no Twitter, que o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), de 53 anos, vai assumir o Ministério da Saúde a partir de janeiro de 2019. Ortopedista pediátrico, Mandetta não se candidatou à reeleição, portanto estará sem mandato no próximo ano.
Com o apoio da grande maioria dos profissionais de saúde do Brasil, anuncio como futuro Ministro da Saúde, o Doutor Luiz Henrique Mandetta. pic.twitter.com/5ARJpAd60J
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 20, 2018
“Com o apoio da grande maioria dos profissionais de saúde do Brasil, anuncio como futuro Ministro da Saúde, o doutor Luiz Henrique Mandetta”, postou Bolsonaro no Twiter.
Bolsonaro disse que Mandetta terá de “tapar ralos”, facilitando a vida das pessoas com pouco dinheiro em caixa. O futuro ministro chegou ao gabinete de transição no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) no início da tarde para se reunir com Bolsonaro.
Mandetta tentou evitar a imprensa. Com a ajuda do deputado federal Efraim Filho (DEM-PB), o futuro ministro entrou com um grupo de assessores parlamentares.
ATUAÇÃO COMO MÉDICO ORTOPEDISTA, COM FOCO EM PEDIATRIA
Médico ortopedista, com atuação em pediatria, Mandetta já atuou no Hospital Militar e no Hospital Geral do Exército, no Rio de Janeiro, e foi diretor da Santa Casa de Campo Grande e da Unimed.
Também foi secretário municipal de saúde de Campo Grande, cargo que assumiu em 2005 e onde ficou até 2010, saindo para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então. Mandetta, no entanto, não se candidatou às eleições neste ano.
Durante a campanha, segundo o jornal Folha de São Paulo, ele deu dicas para Bolsonaro. É dele, por exemplo, a ideia de investir em projetos para melhorar a saúde bucal de gestantes. O nome de Mandetta, porém, divide membros de entidades médicas.
Parte do grupo considera que ele deu força em projetos de lei do programa Mais Médicos, alvo de críticas dessas associações. Outros, no entanto, dizem ver nele um aliado para demandas da categoria, como na defesa de uma carreira de estado aos profissionais.
COMO SECRETÁRIO EM MATO GROSSO, PROCESSO POR SUSPEITA DE FRAUDE EM LICITAÇÃO
O futuro ministro é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois na implementação de um sistema de informatização da saúde em Campo Grande (MS), onde foi secretário.
A suspeita é de que ele tenha influenciado na contratação de empresas para o serviço, conhecido como Gisa (Gestão de Informação da Saúde), em troca de favores em campanha eleitoral.
O político responde a processo por irregularidades no período em que era secretário de Saúde no Mato Grosso do Sul. #NoArNaCBN https://t.co/O2QDY6rDpT
— Rádio CBN (@CBNoficial) November 20, 2018
https://twitter.com/raulnascimentoo/status/1064959032782454784
O caso envolveria uma plataforma que é também bandeira de Bolsonaro para a pasta, missão que o presidente eleito já avisou que ficará sob responsabilidade de Mandetta.
Ao longo das investigações, o parlamentar teve seu sigilo bancário quebrado. Em uma ação civil pública, na qual também é alvo, a Justiça do Mato Grosso do Sul mandou bloquear um valor total de R$ 16 milhões de bens dele e dos demais envolvidos
Questionado em reportagem da Folha de São Paulo, Mandetta afirma que avisou Bolsonaro que é investigado e alvo de ação civil pública por causa da sua gestão na secretaria de saúde em Campo Grande.
VOTO FAVORÁVEL AO IMPEACHMENT DE DILMA E APROVAÇÃO DAS REFORMAS DE TEMER
Deputado Federal eleito pelo DEM, em Mato Grosso, Mandetta votou a favor do impeachmeant da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2016) e das propostas do Governo de Michel Temer, como o limite máximo de despesas e reforma trabalhista reformas econômicas.
Por outro lado, otou a favor da investigação de Temer por supostos delitos de corrupção.
Entre os desafios mais urgentes, estará a substituição de 8.300 médicos cubanos do programa Mais Médicos. Esses profissionais deixarão Brasil nas próximas semanas por ordem do governo cubano.
Diante do risco de milhões de brasileiros ficarem sem assistência médica, o Temer lançou uma chamada de emergência para preencher esses cargos com médicos locais ou estrangeiros treinados no Brasil.
Um encontro entre Mandetta e o atual ministro da Saúde, Gilberto Occhi, está marcado para esta quarta-feira (21).
O QUE DIZ O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA SOBRE O FUTURO MINISTRO
O Conselho Federal de Medicina (CFM) elogiou a escolha de Mandetta como ministro da Saúde. Para o conselho, Mandetta é um “médico preparado, experiente e com condições de coordenar em nível nacional as ações da pasta”.
Em ofício que será ao presidente Bolsonaro nesta quarta-feira (21), o CFM afirma que espera que “seja inaugurado um canal de diálogo entre o governo e a categoria médica, por meio de suas entidades de representação”.
O conselho diz ainda no documento que a escolha de Mandetta “é um passo importante para a consolidação do Sistema Único de Saúde [SUS]” e que já encaminhou para análise do presidente eleito um Manifesto das Entidades Médicas, que contém sugestões de curto e médio prazos sobre temas relacionados a valorização dos profissionais da saúde e a qualificação da assistência em saúde no país.








