Conheça Joaquim Levy, o futuro presidente do BNDES que atuou com FHC, passou pelos últimos governos do PT e mandou na gestão de Sérgio Cabral, no Rio;
O economista Joaquim Levy vai presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.
Levy foi convidado a integrar o futuro governo pela equipe de Paulo Guedes, que será o superministro da Economia.
Na semana passada, Bolsonaro afirmou que pretende “abrir a caixa-preta” do BNDES em referência a empréstimos suspeitos negociados em gestões anteriores. Segundo ele, a sociedade tem direito de saber como é utilizado o dinheiro público.
EX-ALUNO DA ESCOLA DE CHICAGO, LABORATÓRIO DA DOUTRINA LIBERAL
Engenheiro naval de formação, Levy possui doutorado em economia na Universidade de Chicago (EUA), a mesma que Paulo Guedes estudou. Levy também foi secretário do Tesouro Nacional entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Antes, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no ano 2000.

PASSAGENS PELA DIRETORIA DO BRADESCO E GOVERNO DO RIO
De 2010 e 2014, Levy foi diretor do banco Bradesco. Para assumir a presidência do BNDES, Levy deixará a diretoria financeira do Banco Mundial, cargo que ocupa atualmente.
Em 2007, foi secretário de Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro mandato do governador Sergio Cabral Filho.
CABRAL ATUALMENTE ESTÁ PRESO NO ÂMBITO DO OPERAÇÃO LAVA JATO POR CORRUPÇÃO
Antes de trabalhar no governo federal, Levy acumulou experiência internacional, trabalhando de 1992 a 1999 no Fundo Monetário Internacional (FMI) e de 1999 a 2000, foi economista visitante no Banco Central Europeu.
PROGRAMA DE AUSTERIDADE CRIOU AMBIENTE PARA O IMPEACHMENT DE DILMA
No cargo de ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, o economista adotou um programa de austeridade fiscal e desfez uma série de desonerações concedidas no primeiro mandato da ex-presidente. Os benefícios incentivavam desde a compra de veículos à redução do preço dos combustíveis.

Ele também endureceu as regras de pagamento do abono salarial para os trabalhadores de carteira assinada que ganham até dois salários mínimos.
O então ministro ainda tentou, sem sucesso, reter até 30% dos recursos do Sistema S, que financia programas de aprendizagem e formação técnica, para cobrir o déficit fiscal de 2016. Por pressão da indústria, o então ministro recuou da ideia.
*Agência VIU! com EBC








