André Corrêa (DEM) tem apoio da tropa de Bolsonaro no legislativo do RJ, mas o governador eleito Wilson Witzel teme o pecado da gula; Leia mais:
É grande a correria no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O atual presidente, André Cecciliano (PT), tenta manejar a caneta com força para turbinar sua reeleição, mas está pressionado diante das articulações do deputado André Corrêa (DEM), que também almeja o posto.
CORRELAÇÃO DE FORÇAS
Cecilliano enfrenta a fúria da tropa bolsonarista, que seguindo a cartilha partidária, pretende varrer o PT do mapa. Por falta de opção, a orientação para a bancada é um alinhamento com André Corrêa.
LISTA MALDITA
A lista de inimigos imediatos da bancada bolsonarista inclui o PSOL. A legenda enfrenta um sério risco de perder o comando cativo da Comissão de Direitos Humanos.

ELE NÃO
O governador eleito, Wilson Witzel (PSC), promete neutralidade, mas neutralidade na eleição que vai definir o comando de um legislativo que tem poderes de paralisar uma administração, é o que se pode chamar de “conto do juiz”.
Witzel, na verdade, não quer Corrêa, em função da má fama. O parlamentar é apontado como individualista aos extremos e praticante inveterado do pecado da gula, além de ter sido o comandante em chefe na secretaria de Meio Ambiente nos governos Cabral e Pezão. Mas já teria costurado o apoio de 49 parlamentares da velha banda que troca votos por feudos na administração. Essa turma espera eleger o porta-voz de uma mensagem indigesta para o futuro hóspede do Palácio Laranjeiras: “dá ou desce”.








