Ameaças de ataque norte-americano deixam forças armadas da Síria em alerta máximo;
Foto: Sputnik / Vitaly Ankov
Sputnik Brasil – Damasco está preparando seus sistemas de defesa antiaérea para um possível ataque maciço por parte dos EUA e seus aliados. O golpe pode se seguir à planejada encenação com alegado uso de armas químicas na província de Idlib, noticiou a revista Al Madsar News.
No momento, as forças sírias estão deslocando ativamente equipamento militar para as áreas de um provável ataque.
Embora o motivo exato dessas deslocações não tenha sido revelado, a edição sugere que a medida foi empreendida devido ao risco de bombardeamento maciço de Damasco e áreas suburbanas pelos EUA e seus aliados como “resposta” a uma encenação de ataque químico.
Depois de realizar com êxito ataques contra extremistas e opositores radicais em outras regiões do país, o exército sírio está planejando uma operação militar de grande escala para libertar a província de Idlib, que há muitos anos permanece sob controle das forças opositoras.
Entre elas figuram vários grupos terroristas radicais que vêm combatendo tanto contra as forças governamentais, como contra a denominada “oposição moderada” síria, em particular, as Forças Democráticas da Síria (FDS) apoiadas por Washington.
Nos últimos dias o tema das armas químicas voltou à tona quando o assessor de segurança nacional John Bolton reiterou a ameaça dos EUA de responder militarmente contra o exército governamental caso na Síria sejam usadas substâncias químicas proibidas.
A Rússia frisou que o governo sírio, que está ganhando a guerra com armamento convencional e apoio de seus aliados, não tem nenhum motivo para utilizar armas químicas contra a própria população.
Recentemente, o Ministério da Defesa russo divulgou dados sobre a preparação de uma possível encenação e reiterou sua preocupação sobre o aumento da presença militar dos EUA na região. Por sua vez, o Pentágono desmentiu que os EUA estejam concentrando suas forças na Síria para realizar um ataque com mísseis, mas afirma “estar pronto para agir” caso receba tal ordem do presidente norte-americano, Donald Trump.








