Dr. Aluízio diz que medida é um gesto de solidariedade com os servidores que estão sendo penalizados com a crise econômica |
Da Redação |
Por meio de ofício entregue na Câmara de Vereadores, o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), abriu mão de receber o salário de R$ 17 mil como chefe do executivo do município.
O oficio foi entregue pessoalmente pelo prefeito na manhã desta terça-feira (20). Dr. Aluízio informou que, “como médico, vai custear as despesas da família com os recursos do seu consultório”.
Aluízio destacou que a medida não vai resolver os problemas da cidade, mas afirmou que a iniciativa será uma forma de mostrar solidariedade com os detentores de cargos comissionados demitidos por conta da crise e com os servidores que estão enfrentando restrições orçamentárias.
“Tenho capacidade de arrecadar recursos com a medicina, como sempre fiz. De manhã estou no consultório e, depois, vou para prefeitura administrar a cidade. É uma forma de me posicionar e me solidarizar com os desempregados”, afirmou o prefeito.
Dr. Aluízio espera que seu exemplo seja seguido e lançou o desafio para que o vice-prefeito Danilo Funke e os vereadores façam o mesmo. Dr. Aluízio e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindservi) travam uma luta judicial. Por meio de um decreto, o prefeito recentemente suspendeu os efeitos da Lei das Incorporações que vigorava desde 1955.
A lei permitia que servidores que ocupassem cargos comissionados incorporassem os subsídios aos salários. Os servidores entraram na justiça local, que manteve a decisão. Mas nesta terça-feira (20/10) o TJ negou pedido de liminar ao prefeito para tornar a lei inconstitucional.
“Quem se propõe a estar no serviço público tem que se colocar no lugar do outro. Espero que revejam suas posições e reduzam seus salários. O desempregado não pode pagar a conta”, declarou o prefeito em entrevista ao Jornal Extra.
Entre os servidores o clima é intenso. Em visita à Câmara de Vereadores nesta terça-feira (20/10), enquanto discursava, o prefeito foi interrompido pela presidente do Sindservi, Rose Mary Gomes. Ele se levantou quando prefeito anunciar que estava abrindo mão do próprio salário como chefe do executivo. A sindicalista sugeriu que ele convocasse os detentores de cargos comissionados a fazer o mesmo. “Por que não sugere que todos sejam voluntários?”, questionou a sindicalista.








