Polícia Federal apura fraude com recursos de Fundos de Pensão que gerou prejuízo estimado em R$ 6 bilhões;
A Polícia Federal (PF) desencadeou nesta quinta-feira (1º) mais uma fase da investigação para apurar fraudes nos Fundos de Pensão. O objetivo, segundo a PF, é desbaratar uma suposta organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do Fundo Postalis e do Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos.
As ações da Operação Pausare acontecem em SP, RJ, DF, AL. No total são 62 equipes policiais que, nas próximas horas, cumprirão aproximadamente 100 mandados judiciais, além de empregarem todas as técnicas de investigação necessárias. As ações acontecem em 4 unidades da federação; são 40 equipes no Rio de Janeiro, três no interior do estado; 10 no Distrito Federal; 11 em São Paulo e uma equipe em Alagoas. Um das empresas investigadas é a Usina Canabrava, em Campos dos Goytacazes.
ENTENDA O CASO
A Operação Pausare é resultado de auditorias de órgãos de controle encaminhados pelo Ministério Público Federal (MPF), que identificaram má gestão, irregularidades e impropriedades na aplicação dos recursos do Postalis.
As investigações da PF apuram o desvio de recursos do Fundo por parte de um grupo beneficiado com aporte de recursos em empreendimentos privados. Em razão da má gestão dos recursos, dos desvios investigados – hoje o déficit da Postalis é de aproximadamente R$ 6 bilhões – e para enfrentar o desequilíbrio nas contas do fundo, aposentados e funcionários da ECT, além do Tesouro Nacional, tiveram de aumentar a contribuição para o fundo de previdência.
OS INVESTIGADOS
Entre os alvos das medidas judiciais há pessoas físicas, em especial empresários em suposta articulação com gestores do fundo de pensão, bem como dirigentes de instituição financeira internacional. Também serão alvos dos policiais federais pessoas jurídicas, entre elas empresas com títulos em bolsas de valores e instituições de avaliação de risco.
Em razão da dimensão dos desvios investigados, da complexidade dos crimes e do volume de documentos, a PF optou por utilizar uma doutrina que dinamiza os procedimentos, realizando a análise dos documentos e mídias, além de evidências nos próprios locais de busca.
O nome da operação (Pausare) faz referência ao infinitivo presente do verbo latino pauso – pausāre -, palavra empregada com o sentido de aposentadoria.
*Agência VIU!








