Conheça o homem que não consegue conter a desordem no transporte de uma cidade;
A crise financeira que abala Campos dos Goytacazes-RJ, agravada pelo aumento desenfreado da carga tributária local, impõe a necessidade de um acompanhamento diário sobre os acontecimentos na cidade, mesmo estando em viagens permanentes.
O drama mais recente, ao lado da exorbitante taxa de iluminação pública, é o transporte coletivo, com empresas sendo levadas a situações falimentares diante de fatores como aumento de custos, concorrência do transporte clandestino e uma completa incapacidade do poder público de atuar como agente ordenador e árbitro de conflitos.
É uma desordem urbana sem precedentes. O órgão que gerencia o transporte e o trânsito, o IMTT, parece um setor acéfalo. O superintendente é o arquiteto Renato Siqueira, um principiante no ramo e que na prática já se demonstrou inapto para a função. Ele carece de coragem para enfrentar um sistema caótico e desafiador. Não consegue ser respeitado pela bandalha que domina o setor e não tem crédito junto aos empresários de ônibus. Aparentemente, nem ele acredita em si. Se houvesse governo estaria demitido.
Por outro lado, verdade seja dita, seria injusto responsabilizá-lo individualmente, porque ao se tratar de gestão, pública ou privada, jamais se deveria esperar de um auxiliar uma contribuição acima de sua capacidade gerencial. A capacidade de um príncipe, já ensinava Maquiavel, reside na arte de fazer boas escolhas entre seus ministros. Seria mais ou menos assim: “me digas quem lhe assessora e lhe direi como é o seu governo”. Talvez Renato Siqueira esteja no governo certo, mas na cidade errada, onde ônibus, bandalha e vans ainda convivem com transporte de tração animal nas ruas centrais. É um quadro que resume tudo.








