Governo local se jogou nos braços da política velha, trocou cargos por apoio parlamentar e a conta chegou para o contribuinte;
O governo do prefeito de Campos dos Goytacazes Rafael Diniz (PPS) nasceu velho em janeiro de 2016. Abusou de chavões carcomidos, adotou a cartilha “herança maldita” e lançou-se nos braços da política provinciana, adotando escancaradamente a troca de apoio parlamentar por cargos na administração municipal.
Inchou a folha de pagamento de forma irresponsável, comprometeu parte considerável do orçamento na rubrica da burocracia, enquanto solapava os programas sociais por meio de uma ataque sistemático contra a política de assistência social no momento em que a população pobre mais necessitava de amparo. Matava o pobre de fome enquanto não demonstrava o menor constrangimento de aparecer nas redes sociais em festas regadas a comida e bebidas de primeira. Aliás, um comportamento incontido de sua equipe.
Diniz foi um desastre anunciado desde o primeiro dia da posse. Mergulhou na irresponsabilidade fiscal. Com arrecadação em queda, a economia acentuou o ciclo de esgotamento por falta de fluxo financeiro. Agora o desemprego é devastador em milhares de lares. Nos bairros pobres o fantasma da subnutrição infantil e na terceira idade voltou a assombrar. Já setores como o comércio, o segundo empregador no município, sentiu o golpe nas vendas de fim de ano. O que seria um dos melhores períodos para atrair consumidores, defrontou-se com uma população descapitalizada. Lojas estão frechando e demitindo. É uma conjuntura perniciosa.
Nas ruas a limpeza pública não consegue maquiar o desmonte. As vias públicas estão sujas. O resumo será a proliferação de insetos, roedores e doenças. As casas e bares já são atingidos por pragas de moscas, resultado da concentração de detritos devido a redução nos dias de coleta. A saúde, como é o caso do Hospital Geral de Guarus (HGG), já clama por intervenção. Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) morrem por falta de medicamentos.
A conta desta tragédia contabiliza ainda aumento de impostos e taxas, como é o caso da iluminação pública, com um reajuste absurdo que ultrapassa 200%. Isso não é normal. A cidade de Campos literalmente quebrou nas mãos de uma administração sem rumo. É um governo desgovernado, cujos integrantes se assemelham a tripulação de uma nau sem comando.
Enquanto a cidade desaba, as licitações milionárias e suspeitas abundam diante de um Tribunal de Contas vigilante (vários editais já foram suspensos) e um Ministério Público inerte. Os fornecedores não escondem temores diante do que virá. Licitações locais são anunciadas como desertas. Muita gente tem medo de ganhar. Os menos incautos sabem o preço de fornecer para um município que não tem gestão. É baderna. O sinais são eloquentes: o município de Campos dos Goytacazes não tem contribuintes. Tem vítimas.








