O esculacho da jovem advogada que integra a resistência ao governo que tira comida dos pobres na cidade de Campos-RJ;
A jovem advogada Maria Goretti Nagime deu uma bofetada na classe política dirigente da cidade de Campos dos Goytacazes (interior do Estado do Rio), que optou pela doutrina “mata o pobre de fome”. Ela integra a rede solidária formada por ativistas locais visando atender uma clientela destituída do Restaurante Popular. O grupo distribui lanches e comida de forma gratuita.
O Restaurante que servia comida a R$ 1 foi fechado pelo prefeito Rafael Diniz após sua posse em janeiro deste ano. Um verdadeiro estelionato eleitoral, já que Diniz prometera em campanha manter todos os programas sociais vigentes. O desmonte deixou milhares de pessoas desassistidas, enquanto que o orçamento do município passou a ser drenado para sustentar uma folha de pagamento com altos salários, tendo como nomeados parentes de políticos locais e de vereadores que aderiram ao governo em troca de cargos. VÍDEO:
https://www.facebook.com/maria.goretti.50/videos/1589452601077189/
A iniciativa, como lembra a advogada em postagem em seu perfil no Facebook, chegou a sofrer ataques do jornal Folha da Manhã, um matutino remanescente da “mídia velha” local e que enfrenta uma das piores crises desde sua criação há 30 anos. A tiragem despencou diante das plataformas digitais, sem contar que é um jornal atrelado ao governo que detém um índice de rejeição histórico. Neste terreno contaminado, as iniciativas distantes do partidarismo cativam a sociedade.
“Hoje somos muitos. Conheci algumas das melhores pessoas que já tive notícia nesse projeto. Seis meses depois (sexta passada) fizemos o natal do “café solidário”. Nosso projeto distribuiu roupas (fizemos kits completos com calça, blusa, meia), cachorro quente, frutas, torta salgada, bolo e contamos com enfermeiras para verificar pressão e sintomas aparentes”, destaca a advogada em sua postagem.
Como se pode observar no vídeo extraído do Facebook da advogada, que também é vocalista em uma banda de rock, a fila para saborear o lanche e a comida não para de crescer. É o retrato de uma cidade órfã de programas sociais em tempos de crise e desemprego. É também um sinal de que na cidade do desmonte, a solidariedade floresce.








