Fátima Pacheco paga o preço por romper o ciclo dominante de uma oligarquia que dominou a cidade nos tempos de desperdício;
Da redação
Quissamã é uma cidade com pouco mais de 20 mil habitantes no interior do Estado do Rio de Janeiro. Viveu um apogeu financeiro sem precedentes em duas décadas de existência, no período em que a Bacia de Campos produzia 80% do petróleo extraído em todo o Brasil.
Chegou a ser apontada como detentora do maior PIB per capta do país. Mas foram tempos também de desperdício de dinheiro público. A cidade herdou uma “manada de elefantes brancos” que exigem recursos para manutenção. Sobram monumentos e falta dinheiro.
Os royalties do petróleo alimentaram o domínio de uma oligarquia local, que perdeu o poder na eleição do ano passado. A atual prefeita, Fátima Pacheco (PTC), uma servidora pública de carreira (ela é assistente social concursada) governa a cidade nesses tempos de queda acentuada de receita. Têm a tarefa de conduzir uma transição de modelo político e também de gestão.
A travessia não será fácil. A oligarquia reagirá por meio da judicialização, usando o Ministério Público (MP) local como principal instrumento de artilharia. Em algumas cidades, as manobras partidárias estão deixando o MP profundamente incomodado.








