Mais de 50% não querem saber de candidato com nome na Lava Jato; 79% defendem cara nova na política, diz pesquisa do Ideia Big Data
A eleição de 2018 acontecerá sob o signo da descrença do eleitorado e na busca por renovação. Uma grande demonstração deste sentimento está expressa no resultado de uma pesquisa realizada pelo Ideia Big Data com mais de 10 mil pessoas em todo Brasil, em julho deste ano. Com a pauta negativa no Congresso, governo em baixa e descrença nas instituições, da para imaginar onde tudo isso vai parar.
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Renovação – 79% dos entrevistados concordam com a afirmação “gostaria muito de ver os cidadãos comuns (de fora da política), como professores, empreendedores, funcionários públicos concursados, trabalhadores da indústria, profissionais liberais, entre outros, candidatos em 2018”.
Partidos políticos – Continua num processo de desgaste de credibilidade: 77% dos entrevistados destacam que votam na pessoa e não se importam com o partido político – na região Nordeste, esse percentual chega a 90%. Também nessa linha, 72% responderam que não se importam se uma política pública é de direita ou esquerda, desde que torne sua vida melhor.
ELEIÇÃO 2018
Para 48% dos entrevistados, a eleição de 2018 é a grande oportunidade que o Brasil tem para renovar a política – enquanto 38% discordam.
Lava Jato – 57% dos entrevistados defendem que pessoas envolvidas na Lava-Jato, mesmo que não tenham sido condenadas, não merecem seu voto.
Cara nova – Já 52% defendem que “somente quem nunca foi candidato (a) a nada pode realmente trazer a renovação necessária”. A região Sul é a que mais acredita nesta afirmação (60%), seguida pelo Sudeste (55%), e o Centro-Oeste (52%). No Nordeste, esse percentual cai para 44% e, no Norte, 45%. Quanto ao partido, 59% gostariam que o próximo presidente não pertencesse ao PMDB, PSDB e nem PT.
O IDEIA Big Data ouviu 10.063 pessoas de 37 municípios brasileiros, envolvendo todos os estados do País. A margem de erro estimada é de aproximadamente 1.75%. A pesquisa foi realizada por meio de telefone.
A classe política tradicional, assim como os governos, está virando pó. Para os candidatos ligados a essas correntes, o grau de dificuldade será intenso nas ruas e com chances reduzidas de sucesso. Prepara-se para um índice recorde e votos nulos, brancos e abstenções. Isso já se refletiu na eleição extemporânea para o governo do Amazonas, onde foi consumado um índice de quase 50%.








