Universitários e ativistas lançam manifesto contra governo municipal e classe política de Campos-RJ;
Unidade Popular (UP) é um movimento político que tenta legalizar-se como partido. Na cidade de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, o coletivo de inspiração marxista reúne universitários e representantes dos mais diferentes movimentos sociais. Nesta cidade, onde o prefeito Rafael Diniz (PPS) implantou um programa de austeridade que cortou os programas voltados para a população de baixa renda, o grupo encontrou um terreno fértil para atuar.
Em seu manifesto lançado nesta quarta-feira (25), a UP desanca o governo municipal, mas também não poupa o grupo do ex-governador Anthony Garotinho (PR), principal adversário da administração. Na verdade sobrou para todo mundo. O manifesto diz que todos os candidatos, indistintamente, na eleição do ano passado faziam parte de um dos elos das oligarquias locais e salienta que o caldeirão da crise econômica nos tempos atuais produz o alimento para uma falsa polarização entre dois grupos:
“Diante deste verdadeiro caos social, os dois grandes grupos políticos dirigidos de um lado por Garotinho e do outro por Rafael Diniz, tentam impor uma superficial polarização na cidade: daqueles que “odeiam” o Prefeito e “amam” o Garotinho X aqueles que “odeiam” o Garotinho e “amam” o prefeito. A UP não acredita nesta polarização. Muito pelo contrário, o povo campista não se vê representado por nenhum dos dois grupos políticos. Um foi derrotado nas urnas e outro está sendo derrotado nas ruas. Pois o fato é que ambos os grupos representam a degeneração das instituições políticas tais como elas são e a descrença nessas instituições como representação democrática da vontade popular é crescente”, diz um trecho do manifesto.
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O documento disponível em PDF toca em questões relevantes, como a exorbitante taxa de água e esgoto praticada pela Concessionária Águas do Paraíba. O que se pede é a imediata suspensão do contrato de concessão da empresa. O manifesto também dá uma lambada no vereador governista Cláudio Andrade (PSDC) – uma figura exótica que estreou no legislativo empregando os parentes em cargos comissionados na Prefeitura – e defende a retomada imediata de todos os programas sociais. Outro tema polêmico: a implantação de IPTU progressivo para taxar o estoque de imóveis que serviu para o andar de cima inverter capitais na época de opulência proporcionada pelo ouro negro (leia-se royalties do petróleo).
*Agência VIU!








