A formação técnica dos trabalhadores e a renovação da mão de obra estão entre os desafios do transporte de produtos perigosos no Brasil. Um levantamento que identificou mais de 98 mil profissionais do segmento também destacou a baixa presença feminina e a importância de investir em capacitação contínua para aumentar a segurança das operações.
Segundo Eduardo Leal, secretário executivo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos, a atividade exige conhecimentos específicos devido à diversidade de materiais transportados. De acordo com ele, existem mais de 2,5 mil produtos classificados como perigosos, cada um com características que precisam ser observadas durante o deslocamento.
As diferenças entre as cargas exigem procedimentos adequados e o cumprimento de orientações de segurança. Nesse cenário, as empresas também têm responsabilidade na identificação dos riscos associados aos materiais e na preparação dos profissionais que atuam nas operações.
Escolaridade e formação técnica
Os dados do levantamento mostram que cerca de 66% dos trabalhadores possuem ensino médio completo, enquanto 17% concluíram o ensino fundamental. Os números ajudam a traçar o perfil educacional da categoria, mas a escolaridade formal não substitui a formação técnica necessária para lidar com as particularidades desse tipo de transporte.
A atividade exige que os profissionais conheçam os procedimentos aplicáveis às cargas, as regras de sinalização dos veículos e as medidas necessárias para prevenir acidentes durante as operações.
Curso gratuito busca ampliar a capacitação
Para facilitar o acesso à formação, a associação está desenvolvendo iniciativas voltadas à qualificação dos transportadores. Uma delas é um curso gratuito, oferecido na modalidade de ensino a distância (EAD), com conteúdo direcionado à sinalização dos veículos utilizados no transporte de produtos perigosos.
Conforme explicou Eduardo Leal, a proposta é permitir que mais profissionais tenham acesso às orientações técnicas e possam aplicar os conhecimentos no trabalho. A iniciativa faz parte dos esforços para fortalecer a preparação da categoria diante das exigências do transporte de cargas especiais.
Renovação da mão de obra e participação feminina
Além da capacitação, o levantamento chama atenção para a necessidade de atrair novos profissionais e ampliar a participação das mulheres no setor. A renovação da força de trabalho é considerada importante para manter a atividade em funcionamento e atender às demandas do transporte de produtos perigosos.
A combinação entre formação contínua, procedimentos de segurança e entrada de novos trabalhadores é apontada como parte dos caminhos para melhorar a preparação do segmento. Como cada material possui características próprias, o conhecimento técnico é essencial para orientar o transporte adequado e contribuir para a redução de riscos.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








