O conflito entre Israel e o Hamas entrou em seu terceiro ano nesta quarta-feira (7), data que marca o aniversário dos ataques realizados pelo grupo palestino em território israelense, em 2023. Três anos depois, a Faixa de Gaza enfrenta uma grave crise humanitária, com milhares de mortos, bairros destruídos, deslocamento de famílias e dificuldades para a reconstrução.
O ataque de 7 de outubro de 2023 deixou aproximadamente 1.200 mortos em Israel e resultou no sequestro de 251 pessoas, segundo os números divulgados pelas autoridades israelenses. A ofensiva desencadeou uma ampla operação militar israelense na Faixa de Gaza, provocando uma devastação que continua afetando a população palestina.
De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde de Gaza, mais de 74 mil palestinos morreram desde o início da ofensiva israelense, entre eles milhares de mulheres e crianças. Os números são atribuídos às autoridades de saúde locais e não representam necessariamente a totalidade das mortes relacionadas ao conflito.
Israel realiza homenagens às vítimas dos ataques
Em Israel, familiares e autoridades participaram de uma cerimônia no kibutz Re’im, próximo à fronteira com Gaza, onde acontecia o festival de música Nova, um dos principais locais atingidos pelos ataques do Hamas.
Segundo o relato divulgado sobre a cerimônia, 348 pessoas foram mortas no ataque ao festival. A homenagem reuniu parentes das vítimas em um momento de lembrança dos mortos e das consequências deixadas pela violência.
Gaza enfrenta destruição e dificuldades para reconstruir
Do outro lado da fronteira, a população palestina enfrenta os efeitos de três anos de operações militares, restrições à circulação de mercadorias e destruição de infraestrutura.
Residências, estabelecimentos comerciais e instalações industriais foram atingidos durante a guerra, comprometendo o acesso a empregos, serviços básicos e produtos essenciais.
Na região leste da cidade de Gaza, um trabalhador identificado como Al-Batsh tenta reconstruir sua atividade econômica por meio da reciclagem de alumínio retirado dos escombros.
Depois de perder sua fábrica, ele passou a produzir componentes utilizados em geradores, automóveis e caminhões. A atividade tornou-se uma alternativa diante da dificuldade de entrada de peças e matérias-primas no território.
O caso retrata a situação de moradores que buscam recuperar alguma fonte de renda em meio às limitações impostas pela guerra.
Cessar-fogo não impediu novas mortes
O acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, anunciado em 2025, reduziu os confrontos de maior intensidade, mas não conseguiu interromper completamente a violência.
Segundo os números apresentados no relato sobre o aniversário do conflito, pelo menos 1.400 palestinos morreram no período posterior ao início da trégua.
O acordo também não solucionou questões centrais da disputa, incluindo o controle territorial, a segurança da população civil, a reconstrução de Gaza e o futuro das organizações armadas palestinas.
Com extensas áreas destruídas e grande parte da população dependente de assistência, a recuperação do território permanece um dos principais desafios humanitários da região.
Dados atualizados e verificados
Reportagens publicadas em 7 de outubro de 2026 pela Associated Press e pela Reuters confirmam que o cessar-fogo de outubro de 2025 não encerrou os ataques. O Ministério da Saúde de Gaza contabilizava 1.460 palestinos mortos desde a entrada em vigor da trégua. Mais da metade do território permanecia sob controle militar israelense.
Um levantamento do Unosat, divulgado pela Folha de S.Paulo, também apontou que 82% das construções da Faixa de Gaza haviam sofrido danos.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








