A presidente do México, Claudia Sheinbaum, adotou uma postura de cautela nesta segunda-feira (5) ao comentar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial brasileira.
Questionada sobre os possíveis efeitos políticos de uma eventual derrota de Luiz Inácio Lula da Silva, Sheinbaum afirmou que prefere aguardar a conclusão do processo eleitoral antes de fazer uma avaliação mais ampla.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para 25 de outubro.
“Nosso principal aliado é o povo do México”
Durante entrevista coletiva, a presidente mexicana foi questionada sobre a possibilidade de uma mudança no equilíbrio político da América Latina caso Lula não seja reeleito.
Sheinbaum respondeu que a sustentação de seu governo está, прежде de tudo, dentro do próprio país.
“Nosso principal aliado é o povo do México. Enquanto estivermos próximos do povo, representando o povo e governando para o povo, não haverá problemas”, declarou.
Presidente prefere esperar resultado final
Ao ser perguntada diretamente sobre o cenário brasileiro, Sheinbaum evitou fazer uma leitura política definitiva do primeiro turno.
“Temos que esperar o segundo turno e, uma vez concluído todo o processo, poderemos dar nossa opinião”, afirmou.
A declaração indica que o governo mexicano pretende manter uma postura prudente até que os eleitores brasileiros encerrem a disputa presidencial.
Flávio e Lula disputam a Presidência
No primeiro turno, realizado neste domingo (4), Flávio Bolsonaro terminou na liderança com pouco mais de 47% dos votos válidos.
Lula ficou em segundo lugar, com cerca de 45%.
Como nenhum dos dois candidatos ultrapassou a metade dos votos válidos, a disputa seguirá para o segundo turno em 25 de outubro.
Relação entre Brasil e México permanece em foco
Brasil e México estão entre as maiores economias da América Latina e mantêm relações comerciais, diplomáticas e políticas de grande peso na região.
Nos últimos anos, Lula e Sheinbaum demonstraram proximidade em diferentes temas internacionais e regionais.
Uma eventual mudança de governo no Brasil, portanto, naturalmente desperta atenção no México e em outros países latino-americanos.
Apesar disso, Sheinbaum evitou antecipar qualquer avaliação sobre os impactos de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro.
Cautela diplomática marca declaração
A posição adotada nesta segunda-feira reforça uma linha de cautela enquanto o processo eleitoral brasileiro ainda está em andamento.
O governo mexicano deverá aguardar a definição de 25 de outubro antes de apresentar uma leitura mais detalhada sobre os efeitos políticos e diplomáticos do resultado.
Até lá, a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula seguirá sendo acompanhada de perto por governos e lideranças da região.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








