Elon Musk voltou a integrar oficialmente uma iniciativa ligada ao governo de Donald Trump. O empresário foi escolhido para co-liderar o Project Meridian, novo estudo do Pentágono criado para analisar como poderão ser os campos de batalha do futuro e quais tecnologias serão necessárias para as Forças Armadas dos Estados Unidos.
O projeto foi anunciado pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante um discurso na Base do Corpo de Fuzileiros Navais em Quantico, na Virgínia, na quarta-feira (30). Além de Musk, a iniciativa será conduzida por Palmer Luckey, fundador da empresa de tecnologia de defesa Anduril, e Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
O estudo terá duração de 120 dias e deverá apresentar recomendações sobre tecnologias, armas e capacidades que poderão ser necessárias em futuros conflitos. O trabalho será realizado sob a coordenação de Emil Michael, responsável pela área de tecnologia do Pentágono, e contará ainda com especialistas de diferentes áreas.
Inteligência artificial e robótica estão entre os focos
O Project Meridian pretende avaliar o impacto de tecnologias emergentes na condução das operações militares. Entre os temas envolvidos estão inteligência artificial, robótica, sistemas autônomos e outras ferramentas que podem modificar a atuação das Forças Armadas.
A análise também deverá considerar novos ambientes de combate, incluindo operações subterrâneas e a região entre a Terra e a Lua, conhecida como espaço cislunar. O objetivo é identificar lacunas de capacidade e apontar tecnologias que possam ser desenvolvidas, testadas e incorporadas às forças americanas.
Segundo o Pentágono, o resultado será apresentado em um relatório público acompanhado de um anexo classificado. O prazo previsto para a conclusão é de 120 dias a partir do anúncio da iniciativa.
Retorno de Musk à administração Trump
A participação no projeto marca o retorno de Musk a uma função oficial ligada ao governo Trump após sua passagem pelo Departamento de Eficiência Governamental, conhecido como DOGE.
Musk deixou a estrutura governamental após um período de aproximação com Trump que posteriormente foi marcado por um conflito público entre os dois. Desde então, o empresário voltou a aparecer em iniciativas relacionadas à administração e, agora, passa a integrar formalmente um projeto do setor de defesa.
A escolha ocorre também em um contexto no qual empresas ligadas aos dois empresários que comandarão o estudo possuem contratos com o governo americano. A SpaceX, de Musk, atua em lançamentos e sistemas de satélites para missões governamentais, enquanto a Anduril, de Palmer Luckey, fornece tecnologias militares, incluindo sistemas autônomos.
Estudo terá quatro meses para apresentar resultados
Ao longo dos próximos 120 dias, Musk, Luckey, Gingrich e os demais participantes deverão analisar as transformações tecnológicas que podem afetar os conflitos militares nas próximas décadas.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas anunciadas por Hegseth para ampliar o uso de tecnologias autônomas e preparar as Forças Armadas americanas para diferentes cenários de combate.
O relatório final deverá indicar áreas consideradas estratégicas e possíveis caminhos para o desenvolvimento de novas armas, sistemas e capacidades militares.
*Da Agência Fonte Exclusiva








