Ex-militar que matou cinco pessoas em aeroporto suspendeu remédios e chegou a lutar na guerra do Iraque;
Da redação
Acusado do ataque ocorrido no último mês de janeiro no aeroporto de Fort Lauderdale (Miami), nos Estados Unidos, no qual morreram cinco pessoas, o ex-militar de origem porto-riquenha Esteban Santiago, deixou de tomar sua medicação prescrita contra a esquizofrenia. É o que afirmaram nesta sexta-feira (29) seus advogados.
Santiago, que se declarou inocente das 22 acusações que enfrenta, começou a espaçar as doses e depois a deixar de tomar os remédios contra esquizofrenia na prisão devido a dores e efeitos colaterais que lhe acarretavam, informou o jornal local Sun Sentinel.
Os advogados defendem que, no entanto, o acusado se encontra mentalmente capaz para enfrentar o processo judicial que começará em janeiro, de acordo com o jornal.
ENTENDA O CASO
De origem porto-riquenha, Santiago chegou no último dia 6 de janeiro a Fort Lauderdale, ao norte de Miami, vindo de Anchorage (Alasca), recolheu sua bagagem e tirou de uma bolsa uma arma semiautomática com a qual disparou contra pessoas que esperavam suas malas em uma sala, segundo mostraram os vídeos das câmeras de segurança.
Cinco pessoas foram mortas pelos disparos de Santiago, que foi detido sem apresentar resistência poucos minutos depois e se declarou inocente das acusações – nenhuma delas relacionadas com terrorismo.
PASSAGEM PELO IRAQUE
O ex-militar, que foi enviado ao Iraque por dois anos e tem antecedentes de transtornos psicológicos, compareceu nesta sexta-feira (29) a um juizado federal em Miami.
Os advogados do acusado assinalaram que o furacão Maria, que devastou Porto Rico e deixou até hoje sem luz uma boa parte da ilha, poderia afetar a preparação da sua defesa, devido à impossibilidade de contatar potenciais testemunhas que residem no local.
Em março, a juíza Beth Bloom determinou que Santiago está “mentalmente doente”, mas que não é incompetente para enfrentar um julgamento e ajudar em sua defesa.
Até o momento, a promotoria não encontrou evidência de que o ataque estivesse relacionado com o Estado Islâmico (EI), apesar de o acusado, em uma das suas primeiras versões, ter dito que atuou inspirado por esse grupo terrorista.
*Agência VIU! com EBC e EFE








