Venezuela e Estados Unidos deram mais um passo na aproximação entre os dois países nesta quarta-feira (2), com a assinatura de novos acordos voltados ao setor de energia.
As negociações envolveram autoridades dos dois governos e representantes de grandes empresas internacionais interessadas em investir na indústria petrolífera venezuelana.
A reunião contou com a participação do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright. Pelo lado venezuelano, os documentos foram assinados durante a gestão da presidente encarregada Delcy Rodríguez.
O anúncio ocorre poucos dias depois de Washington e Caracas confirmarem um acordo de maior alcance envolvendo exploração, produção e investimentos no setor de petróleo da Venezuela.
Executivos de companhias internacionais que participaram das negociações destacaram o potencial econômico da parceria. O presidente-executivo da Chevron, Mike Wirth, agradeceu a Rodríguez pela abertura das negociações e ressaltou a importância de atuar em um país que concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
O CEO da italiana Eni, Claudio Descalzi, também avaliou que o entendimento é resultado de meses de conversas entre as partes e representa o início de uma nova fase para o setor energético venezuelano.
Segundo Descalzi, o acordo representa o “primeiro passo neste caminho” para a construção de um “futuro esplêndido para a Venezuela”.
Trump chama pacto de histórico
Os novos acordos foram firmados poucos dias depois de Donald Trump anunciar um amplo entendimento sobre o setor petrolífero venezuelano.
Na sexta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos publicou nas redes sociais que havia sido firmado um acordo com as autoridades de Caracas. Trump classificou o entendimento como “o maior da história mundial”.
De acordo com o presidente norte-americano, os termos do pacto dariam aos Estados Unidos “o controle majoritário” de mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela.
O país sul-americano possui reservas estimadas em cerca de 300 bilhões de barris. Trump afirmou ainda que a parceria permitiria aos Estados Unidos reforçar sua reserva estratégica de petróleo.
Na mesma publicação, o presidente norte-americano classificou o acordo como “um presente da Venezuela ao povo dos EUA”.
Venezuela diz que acordo terá duração de 25 anos
Delcy Rodríguez confirmou posteriormente a existência do pacto e apresentou o entendimento como um avanço na relação entre Caracas e Washington.
Segundo comunicado divulgado pelo governo venezuelano, a parceria deverá estimular um volume expressivo de investimentos para recuperar e reconstruir estruturas consideradas estratégicas para a indústria de hidrocarbonetos.
Rodríguez também divulgou uma estimativa sobre o impacto financeiro do acordo. Segundo ela, o pacto terá duração de 25 anos e poderá representar aproximadamente US$ 209,335 bilhões em receitas para o Estado venezuelano, considerando um preço de referência de US$ 65 por barril.
A presidente encarregada afirmou ainda que a Venezuela continuará sendo proprietária de seus recursos naturais e manterá a soberania sobre suas reservas de petróleo.
Empresas internacionais entram nas negociações
Com os novos acordos assinados nesta quarta-feira, a cooperação energética entre Venezuela e Estados Unidos ganha novos desdobramentos.
A participação de empresas como Chevron e Eni indica o interesse de grandes companhias internacionais na recuperação da infraestrutura e na expansão da produção venezuelana.
O avanço das negociações também coloca o setor petrolífero no centro da reaproximação entre Caracas e Washington, com previsão de novos investimentos e projetos voltados à exploração dos recursos energéticos do país.
*Da Agência Fonte Exclusiva








