O surgimento de uma nova curvatura no pênis, principalmente quando acompanhado de dor, desconforto ou dificuldades durante as relações sexuais, pode ser sinal da doença de Peyronie.
A condição se desenvolve ao longo da vida e está associada à formação de tecido fibroso no órgão, podendo provocar deformidades e, em alguns casos, redução do comprimento peniano.
A doença está relacionada a alterações na cicatrização dos tecidos. Pequenos traumas repetidos durante as relações sexuais podem contribuir para o problema, especialmente em homens que apresentam maior predisposição. Diabetes, hipertensão e algumas doenças que afetam o tecido conjuntivo também estão entre os fatores associados.
A condição é diferente da curvatura congênita do pênis, que está presente desde o desenvolvimento e nem sempre provoca problemas. Na doença de Peyronie, a alteração costuma aparecer depois que o homem já apresentava uma anatomia considerada normal.
Além das mudanças físicas, a doença pode interferir na vida sexual e no bem-estar emocional. Dependendo da intensidade da curvatura, a relação sexual pode se tornar dolorosa ou até inviável. A preocupação com a aparência e o medo de sentir dor também podem contribuir para ansiedade e sofrimento psicológico.
Doença passa por diferentes fases
A evolução da Peyronie costuma ser dividida em duas etapas. Na fase inicial, chamada aguda, o processo inflamatório ainda está ativo. O paciente pode sentir dor durante a ereção ou mesmo em repouso e perceber que a curvatura está surgindo ou aumentando.
Na fase crônica, a dor geralmente diminui, enquanto a fibrose e a deformidade tendem a se estabilizar. A alteração pode ocorrer em diferentes direções e, em situações mais graves, estar associada a problemas de ereção.
Tratamento depende da gravidade
A escolha do tratamento considera o estágio da doença, o grau da curvatura e o impacto dos sintomas na vida do paciente. Durante a fase de evolução, podem ser utilizados recursos para controlar a dor, tratamentos injetáveis e dispositivos de tração, conforme avaliação médica.
A vitamina E, que já foi utilizada com frequência no tratamento da Peyronie, não apresenta evidências suficientes de eficácia isoladamente para corrigir a curvatura ou eliminar a fibrose. Por isso, qualquer utilização deve ser discutida com um profissional de saúde.
Quando a deformidade está estabilizada e provoca prejuízos importantes à vida sexual, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados. Entre as possibilidades estão técnicas de plicatura, correções com incisão e enxerto e outras formas de reconstrução. A escolha depende das características de cada caso.
Uma técnica chamada auxética também vem sendo estudada para situações mais complexas, especialmente entre pacientes que necessitam de prótese peniana.
O método utiliza estruturas específicas para favorecer a expansão dos tecidos e pode permitir, em determinados casos, a correção da curvatura associada à perda de comprimento ou circunferência.
Apesar dos resultados iniciais, a técnica ainda precisa de estudos mais amplos antes que seu papel no tratamento seja completamente estabelecido.
O surgimento de uma curvatura que não existia anteriormente, principalmente quando acompanhado de dor, alterações na ereção ou dificuldade nas relações sexuais, deve ser avaliado por um urologista.
O diagnóstico e o tratamento precisam ser definidos individualmente, levando em consideração a evolução da doença e as características de cada paciente.
*Da Agência Fonte Exclusiva








