Uma operação nacional de combate ao comércio ilegal de celulares roubados e furtados recuperou mais de 6 mil aparelhos em diferentes estados brasileiros. Batizada de Operação Última Chamada, a ação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com as forças de segurança estaduais.
A ofensiva teve como principal objetivo interromper a circulação de dispositivos provenientes de crimes, além de combater a receptação e a venda desses equipamentos. Para localizar os aparelhos, as equipes de segurança utilizaram informações do Banco Nacional de Celulares com Restrição, que reúne registros de dispositivos identificados como roubados ou furtados.
Durante a operação, foram realizadas mais de 200 fiscalizações e aproximadamente 100 prisões em flagrante. O Ministério da Justiça também informou o envio de mais de 33 mil notificações para pessoas que estavam utilizando celulares com algum tipo de restrição.
Usuários são orientados a devolver celulares
As notificações enviadas pelas autoridades têm como objetivo estimular a devolução voluntária dos aparelhos identificados nas bases oficiais como provenientes de roubo ou furto.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a adesão à devolução varia entre os estados. No Piauí e no Amazonas, mais da metade das pessoas notificadas teria entregue espontaneamente os celulares.
Em outras regiões, o percentual de devoluções voluntárias fica entre 20% e 30%. A estratégia adotada pelo governo é ampliar o compartilhamento de tecnologias e procedimentos utilizados nos estados com melhores resultados.
Entre as medidas estão sistemas de notificação, abertura de investigações e ações de fiscalização voltadas à identificação de aparelhos com restrição.
Roubos e furtos de celulares registram redução
Os números divulgados pelo Ministério da Justiça também apontam uma queda nos registros de roubos e furtos de celulares no país.
Durante o primeiro trimestre de 2026, foram contabilizadas pouco mais de 215 mil ocorrências. O resultado representa uma redução de aproximadamente 4,5% em relação ao mesmo período de 2025.
A Operação Última Chamada integra as iniciativas destinadas a reduzir esse tipo de crime e dificultar a comercialização de aparelhos de origem ilícita. O rastreamento dos dispositivos registrados nas bases oficiais é uma das ferramentas utilizadas pelas autoridades para interromper a circulação desses celulares.
Operação Mute apreendeu celulares em presídios
As ações de combate ao uso irregular de celulares também foram realizadas no sistema penitenciário. A Operação Mute resultou na apreensão de mais de 2,2 mil aparelhos durante operações nacionais e ações conduzidas pelas forças de segurança estaduais.
A iniciativa busca impedir que celulares sejam utilizados dentro de unidades prisionais para facilitar atividades criminosas e reforça o controle sobre os meios de comunicação de pessoas privadas de liberdade.
Com a recuperação dos aparelhos, as fiscalizações e as notificações aos usuários, as autoridades pretendem reduzir o mercado de celulares roubados e furtados e dificultar a atuação de grupos envolvidos na receptação e comercialização desses equipamentos.
*Da Agência Fonte Exclusiva








