A Sabesp reduziu o período diário em que a pressão da água é diminuída na rede de abastecimento da Grande São Paulo. A partir desta semana, a Gestão de Demanda Noturna (GDN) passa a ser realizada entre 21h e 5h, com duração de oito horas por dia.
Anteriormente, a estratégia permanecia em vigor por dez horas durante a noite. Segundo a companhia, a redução do período foi possível após uma melhora nas condições dos mananciais que abastecem a região, favorecida por volumes de chuva superiores aos inicialmente projetados.
A GDN foi implementada no começo de julho como uma medida de preservação dos recursos hídricos durante o período de estiagem. A estratégia consiste em diminuir a pressão da água na rede durante determinado intervalo da noite, reduzindo a vazão distribuída.
Moradores podem sentir efeitos diferentes
Os impactos da redução de pressão podem ser mais perceptíveis em imóveis sem caixa-d’água ou que possuem reservatórios pequenos. Nesses casos, a capacidade de armazenamento é menor e pode haver menos autonomia durante o período em que a pressão da rede está reduzida.
A orientação é que os consumidores mantenham os reservatórios em boas condições e façam uso responsável da água, especialmente diante da necessidade de preservar os recursos disponíveis.
Cantareira segue em nível de atenção
A Gestão de Demanda Noturna foi adotada em um momento de preocupação com a disponibilidade de água no Sistema Cantareira, um dos principais conjuntos de mananciais responsáveis pelo abastecimento da Grande São Paulo.
O sistema atende aproximadamente metade da população da região. Em 30 de junho, o Cantareira apresentava 39,87% de volume útil. Como o índice ficou abaixo de 40%, o sistema entrou na chamada Operação 3 – Alerta, que prevê redução da retirada de água para 27 metros cúbicos por segundo.
Mesmo com a melhora das condições de captação apontada pela Sabesp, o nível do Cantareira permanece abaixo do registrado no fim de junho. Na sexta-feira (31), o volume útil estava em 36,67%.
Alívio não elimina necessidade de economia
A redução de duas horas no período de pressão menor representa uma melhora nas condições de abastecimento da Grande São Paulo, mas não significa o fim da necessidade de atenção com os recursos hídricos.
A situação do Cantareira continua exigindo acompanhamento, principalmente durante a estiagem. A evolução dos níveis dos mananciais e o comportamento das chuvas deverão influenciar as próximas decisões relacionadas à gestão do abastecimento.
*Da Agência Fonte Exclusiva








